
Desde 1979, o Kartódromo da Roselândia faz parte da história do automobilismo de Passo Fundo e segue como um dos principais espaços da região para a prática do kartismo. Criado por empresários e pilotos apaixonados por velocidade, o local mantém até hoje a proposta de incentivar o esporte e revelar novos talentos.
Presidente do Kart Clube de Passo Fundo, Ivo Bertol Jr. explica que, apesar de ser um espaço privado, o kartódromo também é aberto ao público:
— É um kartódromo privado, administrado por diretores e associados, mas também aberto ao público. Trabalhamos com aluguel de karts para quem quer ter a experiência de pilotar.
O funcionamento ocorre diariamente das 10h às 22h e não é necessário agendamento prévio. Segundo Bertol, o espaço recebe cerca de 2 mil pessoas por mês, entre pilotos profissionais, amadores e visitantes que buscam a experiência pela primeira vez.
Para quem nunca teve contato com o esporte, há orientação antes das atividades. Os ensinamentos do instrutor fazem parte da preparação para entrar na pista.
— É um esporte muito seguro. Passamos todas as informações importantes antes da corrida e fornecemos todos os equipamentos de segurança necessários — destaca o presidente.

O kartódromo atende a todas as idades. Crianças a partir de seis anos já podem pilotar karts a motor, enquanto os menores, geralmente a partir dos cinco anos, utilizam karts elétricos.
Há também diferentes categorias de veículos, desde os modelos para iniciantes até karts profissionais, que podem ultrapassar os 100 km/h. Além dos treinos e do aluguel de karts, o espaço também recebe grupos, empresas e promove campeonatos.
Para correr, quem tem kart próprio paga a taxa de treino no valor de R$ 150 e pode utilizar a pista das 10h às 16h. Já nos casos de aluguel, o valor é de R$ 120 para entrar na pista durante 20 minutos.
Talentos revelados

Ao longo da história, o kartódromo já revelou pilotos que seguiram carreira no automobilismo, como Fernando Stedile, Claudio Ricci e, mais recentemente, Heitor Dal’Agnol, que atualmente compete na Europa.
Entre as lembranças marcantes da pista, Bertol cita a reinauguração do kartódromo, em 1995, que contou com a presença do tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet.
— Foi uma prova maravilhosa e um momento histórico para o kartódromo — relembra.
Mesmo com a velocidade e a adrenalina, a segurança é tratada como prioridade:
— A manutenção dos karts é feita todos os dias. Acidentes são raros, temos fiscais de pista e parceria com ambulância para qualquer necessidade.
Entre treinos, corridas e primeiras experiências ao volante, o kartódromo segue fazendo parte da rotina de quem vê na pista não apenas um esporte, mas também um espaço de lazer, aprendizado e novas histórias a cada corrida.



