O passo-fundense Marcos Daniel, o último gaúcho a ocupar o posto de número um do tênis brasileiro, pendurou a raquete em 2009. Quinze anos depois, o ex-tenista da Região Norte, que dedicou duas décadas às quadras, coleciona grandes momentos na carreira.
O atleta representou o Brasil na Copa Davis por sete anos, nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, e na Olimpíada de Pequim, em 2008. Ao longo de 16 anos nas quadras, disputou o circuito da ATP, entidade que organiza o tênis profissional masculino.
Em 2009, ano de sua aposentadoria, alcançou seu melhor ranking: número 56 em simples e 101 nas duplas. Entre 2007 e 2009, foi o melhor tenista do Brasil.
— Naquela época, a dificuldade era grande. A gente fazia inscrição por fax, não tinha internet, não dava para conhecer melhor os adversários… Mas consegui chegar lá, enfrentar os melhores do mundo. Isso me marcou muito — relembra Marcos.
O tenista enfrentou nomes conhecidos da modalidade, como Roger Federer, Rafael Nadal, Mario Ancic, David Nalbandian, Tomas Berdych e Gastón Gaudio. Entre suas vitórias mais importantes estão os duelos contra Lleyton Hewitt, Sergi Bruguera, Stanislas Wawrinka, Juan Martín Del Potro, Nicolás Massú, Flávio Saretta, André Sá e Fernando Meligeni.
Da raquete ao canteiro de obras
Após encerrar a carreira, Daniel planejava fixar residência em Balneário Camboriú (SC), onde abriu uma academia de tênis de alto rendimento e iniciou um projeto imobiliário. Contudo, acabou retornando para Passo Fundo, aceitando o convite do pai e do irmão para integrar a construtora da família.
— Eu sabia só o que era um prego e um martelo. Foi complicado no começo, mas hoje a gente já se sente confortável, sempre tentando evoluir. Isso o esporte traz muito pra gente: entregar algo a mais e mais novo aqui pra cidade — afirma.
Atualmente, Marcos Daniel é sócio da CVF Incorporadora e atua na área comercial. A empresa já construiu cerca de duas mil unidades e está erguendo um condomínio no local onde funcionava o clube de tênis da família — espaço que segue ativo, com quadras de tênis e padel.
Copa Davis e novos talentos
Apesar da rotina na construção civil, Marcos não abandonou o esporte. Disputa torneios de padel por hobby e, desde 2019, é vice-capitão da equipe brasileira na Copa Davis.
— A Davis traz aquele brilho no olho. É o tênis em equipe, diferente do individual — diz.
Entre os talentos que acompanha de perto está João Fonseca, 19 anos, atual número 24 do mundo:
— Conheço o João desde os 11 anos. Ele tem um combo difícil de achar: talento, cabeça fria e humildade. Tem tudo para chegar entre os 10 melhores do mundo.
O próximo compromisso de Marcos com a seleção brasileira será no qualificatório da Copa Davis 2026. O Brasil vai enfrentar o Canadá, fora de casa, na primeira semana de fevereiro.
🤳 Para ler mais sobre o que acontece na região, entre no canal de GZH Passo Fundo no WhatsApp e receba as principais informações do dia. Clique aqui e acesse.





