Aos 16 anos, o passo-fundense Heitor Dall’Agnol Farias vive uma fase intensa e promissora no automobilismo. Líder isolado da Fórmula 4 Brasil, com 72 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, ele se aproxima das etapas finais do campeonato com algo raro na disputa: confiança e tranquilidade.
A tabela divulgada pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) coloca Heitor com 197 pontos na classificação geral. Atrás dele está Pedro Alves Lima, com 125 pontos na F4, a categoria de base do automobilismo que serve como ponte para jovens pilotos saírem do kart e seguirem carreira profissional.
— Estou me sentindo bem confiante, para ser sincero. A gente tem uma vantagem boa. Isso está me tranquilizando — afirma Heitor.
As corridas finais do campeonato estão marcadas para acontecer nos dias 13 e 14 de dezembro no Autódromo Internacional de Interlagos, em São Paulo.
Estreia na categoria

O ano de 2025 marca a primeira temporada de Heitor na F4 Brasil, após uma trajetória de anos no kart, onde conquistou premiações municipais, estaduais e nacionais.
No ano passado, chegou ao terceiro lugar no pódio durante a Copa do Mundo de Kart OK N, na Inglaterra, depois de largar da 15ª posição. No currículo, ele ainda conta com duas Copas do Brasil e um Sul-Americano de Kart.
Mas a transição para a F4 exigiu adaptações e uma rotina muito mais intensa. O jovem piloto passa até cinco horas diárias no simulador e treina fisicamente cinco vezes por semana.
— Foi um ano superpositivo. Acho que poderia ter sido melhor em algumas situações, mas levando em consideração que foi o meu primeiro ano, foi muito positivo. Saio com muito aprendizado para frente — avalia.
De olho no futuro

O piloto já mira a próxima parada da carreira: realizou cinco testes na Europa para ingressar na Eurocup-3, categoria intermediária entre a F4 e a Fórmula 3. Em 2026, deve correr pela Palou Motorsport, equipe espanhola sediada em Barcelona.
Heitor explica que os carros e os motores da categoria estão passando por alterações e que o foco do próximo desafio será aprender e evoluir com o time:
— Não sabemos muito a realidade e como vai ser. Tenho certeza que a equipe vai fazer um bom trabalho e a gente vai obter bons resultados. Estou dando o meu melhor, independente da situação, e estou trabalhando. Quando sento no carro, dou meu máximo.
Reconhecimento nacional

No início de novembro, Heitor viveu um dos momentos mais especiais da carreira no Brasil. Ele recebeu o Capacete de Ouro ao lado de grandes nomes do automobilismo, como Rubens Barrichello, Felipe Giaffone e Gabriel Bortoleto — único piloto brasileiro na Fórmula 1 atualmente.
— Foi muito gratificante. É um prêmio que almejo muito desde pequeno. Poder conquistar isso é um sentimento de realização — conta.
Morando em São Paulo, onde concilia os treinos com o Ensino Médio, o jovem piloto brinca que férias, por enquanto, não fazem parte do calendário, mas há uma tradição da qual não abre mão:
— Sempre passo o final de ano em Passo Fundo. Minha lei sagrada é passar o final de ano em Passo Fundo (com a família e amigos).
🤳 Para ler mais sobre o que acontece na região, entre no canal de GZH Passo Fundo no WhatsApp e receba as principais informações do dia. Clique aqui e acesse.


