
Em um confronto intenso e marcado por várias reviravoltas no placar, o Atlântico garantiu sua vaga na final da Supercopa Gramado nesta quarta-feira (11). Depois do empate em 4 a 4 no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis, onde o goleiro Ryan se tornou o grande nome da noite: defendeu três cobranças e conduziu o Galo à vitória por 3 a 2 sobre o Minas.
O Atlântico agora se prepara para enfrentar a ACBF na grande decisão. A final da Supercopa Gramado está marcada para sexta-feira (13), às 20h, no Ginásio Perinão, onde o Galo tentará conquistar o bicampeonato do torneio.
O jogo
A partida começou intensa, com oportunidades para ambos os lados, mas a primeira chegada perigosa foi do Atlântico. Logo aos 8 minutos, Kaiky chegou a balançar as redes após Malcon pressionar o goleiro Anderson, recuperar a bola e servir o camisa 4. O Minas, porém, solicitou o Vídeo Suporte e, na revisão, o árbitro assinalou falta de Malcon sobre o arqueiro, anulando o gol.
O duelo seguiu equilibrado, com muita disputa e chances claras. O placar só foi aberto de forma oficial aos 17min10s. Em contra-ataque pela ala esquerda, Thierry arriscou um chute cruzado, rasteiro, que passou por baixo das pernas do goleiro Ryan e colocou o Minas em vantagem: 1 a 0.
A resposta do Atlântico foi imediata. Apenas 27 segundos depois, aos 17min37s, PL arriscou um chute rasteiro do meio da quadra, surpreendendo o goleiro e empatando o confronto em 1 a 1.
Depois do intervalo, o Minas voltou com mais intensidade e conseguiu transformar o volume de jogo em vantagem no placar. Aos 2min47s, Bryan recebeu na ala esquerda e soltou uma pancada no ângulo do goleiro Ryan, marcando um golaço e recolocando os mineiros na frente: 2 a 1.
O Atlântico tentou ajustar a marcação, mas o Minas manteve a pressão e ampliou aos 6min46s. Gabriel Soares venceu o duelo com o goleiro Ryan e finalizou cruzado. PL ainda se esticou para tentar evitar o gol, porém a bola encontrou o fundo da rede: 3 a 1.
O Atlântico não sentiu o impacto dos gols sofridos e rapidamente buscou a reação. Aos 11min21s, o Galo teve um pênalti assinalado a seu favor. Serginho foi para a cobrança, mostrou tranquilidade e converteu, diminuindo a desvantagem: 3 a 2.
Empurrado pelo bom momento, o Atlântico manteve a pressão e alcançou o empate apenas um minuto depois. Aos 12min21s, Batalha recebeu na área, girou com inteligência e finalizou de calcanhar, marcando um golaço para deixar tudo igual: 3 a 3.
A virada veio aos 14min24s, coroando a reação impressionante do Atlântico. Malcom recebeu um lançamento preciso dentro da área, dominou com categoria e emendou uma finalização de pintura, colocando o Galo na frente pela primeira vez na partida: 4 a 3.
O Minas adotou o goleiro-linha na reta final e intensificou a pressão ofensiva. A estratégia deu resultado quando faltavam 1min20s para o término da partida. Willian Brandão apareceu na segunda trave para completar o passe e empurrar a bola para o fundo da rede, deixando tudo igual novamente: 4 a 4.
Depois do gol de empate, o ritmo continuou intenso, mas não houve tempo para mais nada. As duas equipes até tentaram acelerar as ações, porém o cronômetro jogou contra qualquer nova investida. Com o empate mantido até o apito final, a definição do segundo finalista da Supercopa Gramado ficou para a disputa por pênaltis.
Penalidades
Nas cobranças de pênaltis, Thierry abriu a série para o Minas, mas parou em uma grande defesa do goleiro Ryan. PL cobrou primeiro pelo Atlântico e converteu, colocando o Galo em vantagem. Na sequência, Felipe marcou para o Minas, enquanto João Vitor respondeu com precisão para o Atlântico. Igor tentou manter os mineiros vivos, porém novamente Ryan brilhou e defendeu a cobrança.
Dudu teve a chance de ampliar para o Atlântico, mas o goleiro Anderson levou a melhor e manteve o Minas na disputa. Lucas converteu a cobrança seguinte para os mineiros, e Kaiky respondeu com segurança para o Atlântico, deixando o time gaúcho novamente à frente.
Na última cobrança, Bryan foi para a bola pressionado pela obrigação de marcar, mas Ryan, em noite inspirada, defendeu seu terceiro pênalti na série e garantiu o Atlântico na final da Supercopa Gramado.




