
O Atlântico está vivendo um dos momentos mais gloriosos de sua história. A equipe de Erechim inicia neste sábado (4) a disputa da quarta final de competição nacional em menos de dois anos.
O feito consolida uma trajetória marcada por superação, trabalho coletivo e uma liderança que inspira. À frente desse ciclo vitorioso está Paulinho Sananduva, o técnico que fez do Galo um sinônimo de excelência no futsal brasileiro.
A construção de um legado
Paulinho Sananduva retornou ao Atlântico no início de 2023, para sua terceira passagem pelo clube. A missão era clara: levar o Galo a um novo patamar.
E ele não apenas cumpriu o objetivo — mas superou todas as expectativas. Em sua primeira temporada, conquistou o inédito título da Liga Nacional de Futsal (LNF), com uma virada histórica contra o Joinville nos segundos finais.
Desde então, o Galo se tornou presença constante nas decisões nacionais. Em 2024, veio o troféu da Copa do Brasil de Futsal, vencido sobre o Fortaleza. Em 2025, o time foi vice-campeão da Supercopa, perdendo para o Joinville na prorrogação. E agora, novamente, está na final da Copa do Brasil — a quarta decisão nacional em menos de dois anos.
— Esse planejamento começou em 2022. Foi aperfeiçoado a partir de 2023. O Atlântico está chegando nas decisões por causa desse trabalho, mas principalmente porque temos um grupo muito forte, individualmente e coletivamente — destacou Sananduva.

Liderança que ultrapassa a prancheta
Mais do que um estrategista à beira da quadra, Paulinho Sananduva se destaca pela gestão humana do grupo. Seu estilo próximo e empático fortalece a confiança dos atletas, permitindo que cada jogador atue no auge de seu potencial. Ele reconhece os momentos individuais e sabe como transformar isso em desempenho coletivo.
— Às vezes eu ajo como um paizão. Você tem que puxar o freio, mas também tem que elogiar. Tem que corrigir, mas tem que treinar. A preparação mental é essencial para que o atleta esteja confiante, motivado e tranquilo — disse.
Mesmo diante de perdas significativas nesta temporada — como as saídas de Richard, Deivão e Pedrinho para o mercado europeu — o time gaúcho não perdeu sua força. Com serenidade e visão, Paulinho Sananduva soube reorganizar o grupo para manter o alto nível competitivo.
A resposta veio dentro de quadra. Com atuações seguras, o Atlântico construiu uma campanha sólida e chegou à final da Copa do Brasil pelo segundo ano consecutivo. Foram sete vitórias e apenas uma derrota, com 27 gols marcados e 10 sofridos. Eliminou Umuarama, ACBF, Minas e São João do Jaguaribe.
— A gente chega pelo segundo ano consecutivo numa competição difícil, de oito jogos. Foi muito difícil porque só pegamos adversários qualificados, tanto nas primeiras rodadas quanto agora, nessa reta final. Esse grande jogo contra o Magnus é resultado de muito trabalho, dedicação e da vontade do grupo de estar sempre brigando por títulos — frisou Sananduva.
O primeiro capítulo da decisão
Neste sábado (4), às 18h, o Atlântico inicia a disputa pelo bicampeonato da Copa do Brasil de Futsal diante do Magnus, no Caldeirão do Galo. O duelo marca o encontro de duas equipes experientes e acostumadas com decisões.
Ciente da exigência técnica da partida, Paulinho Sananduva destacou a importância de fazer valer o mando de quadra.
— Precisamos fazer um grande jogo aqui, com naturalidade, sentindo a força da nossa torcida, impondo nosso estilo de marcação e de ataque. Só assim podemos buscar inverter a vantagem que o Magnus tem de decidir em casa — pontuou.
O treinador também fez questão de reconhecer a força do adversário.
— É uma grande equipe, com características bem definidas. Sofreu uma renovação grande nos últimos dois anos, mas continua com grandes jogadores e um excelente técnico. São duas equipes que merecem estar nessa final — concluiu.
O confronto de volta será disputado no dia 25 de outubro, na Arena Sorocaba. Lá, o Galo buscará não apenas o título, mas a consagração definitiva de uma era dourada que já entrou para a história.
