
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Arno Otto Kiehl, no bairro Vera Cruz, em Passo Fundo, no norte do Estado, enfrenta há anos problemas relacionados à rede elétrica. Com o aumento do número de equipamentos instalados na estrutura, especialmente aparelhos de ar-condicionado, o sistema passou a apresentar dificuldades para suportar a demanda de energia.
Quando o consumo aumenta, os disjuntores desarmam e parte da escola fica sem energia. O problema afeta salas de aula e equipamentos utilizados diariamente por professores e os 450 alunos da escola.
A diretora da escola, Deonice da Silva Gomes, explica que a situação é antiga e está relacionada à própria idade da estrutura.
— A instabilidade já é uma coisa bem antiga. A escola completou 40 anos neste ano e a entrada de energia praticamente continua a mesma. Quando cai uma chave, algumas partes da escola ficam sem luz, sem televisão ou sem ar-condicionado. Enquanto isso, outros setores podem continuar funcionando normalmente — afirma.
A rede elétrica da instituição opera em sistema trifásico, sistema mais usado para geração de energia, mas a estrutura atual já não acompanha a quantidade de equipamentos utilizados pela comunidade escolar.

Segundo a direção, os períodos de temperaturas mais extremas costumam agravar a situação.
Durante o inverno, quando os aparelhos são utilizados para aquecimento dos ambientes, a demanda cresce e as limitações ficam mais evidentes.
— Hoje chegamos ao ponto de não poder ligar qualquer equipamento que aumente o consumo. Uma chaleira elétrica, por exemplo, já pode causar problemas porque o sistema trabalha no limite — relata a diretora.
Nos períodos de calor intenso, o cenário também se repete. Conforme a escola, antes das adequações realizadas nos últimos anos, chegava a ocorrer queda total de energia.
— Tudo precisa de energia. Esse aumento na demanda provoca superaquecimento e acaba causando as interrupções — diz.
Ao todo, a instituição possui 14 aparelhos de ar-condicionado distribuídos em diferentes espaços. Para evitar novos desligamentos, professores e servidores precisam administrar constantemente o uso dos equipamentos. A orientação interna é ligar os aparelhos apenas quando necessário e evitar o uso simultâneo de outros itens que elevem o consumo elétrico.
Prefeitura diz que solução deve começar nos próximos dias

A Secretaria Municipal de Educação reconhece os problemas enfrentados pela escola e afirma que levantamentos técnicos foram realizados para definir as intervenções necessárias.
Segundo a coordenadora de Administração e Planejamento da Secretaria de Educação, Nisiane Caldart Telles, o trabalho de adequação da rede elétrica está em fase de execução.
— Existe um problema na parte elétrica, mas a equipe da Secretaria sempre prestou suporte à escola. Engenheiros eletricistas estiveram no local diversas vezes e fizeram o mapeamento das necessidades. Já temos uma solução encaminhada e o prestador de serviços deve iniciar os trabalhos nos próximos dias — afirma.
De acordo com a prefeitura, apesar das interrupções no fornecimento de energia, não existe risco para estudantes ou profissionais que atuam na instituição.
A administração municipal informa que o plano de prevenção e proteção contra incêndios (PPCI) da escola está regularizado e em dia.


