
As gôndolas com ovos de Páscoa já estão prontas para quem quiser antecipar as compras de chocolates em Passo Fundo, no norte do Estado. Apesar da data ser celebrada apenas no dia 5 de abril, os doces já estão expostos nos supermercados desde o início de fevereiro.
A venda é precoce em relação aos anos anteriores, quando os ovos costumavam ser disponibilizados após o Carnaval. Segundo os varejistas, a novidade é uma estratégia de vendas.
— A antecipação faz parte de um planejamento para oferecer mais conveniência, variedade e tempo para que as famílias escolham com tranquilidade. Assim, também garantimos variedades específicas que vendem mais rápido e faltam nos dias próximos à Páscoa — comenta o gerente de Marketing da rede Comercial Zaffari e Stok Center, Eron Moraes.
O comportamento na cidade segue uma tendência de todo o estado. Conforme a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), a antecipação da venda dos chocolates tem relação com a preocupação dos estabelecimentos gaúchos com as entregas dos fornecedores.
— Existem fornecedores que têm uma quantidade "x" de ovos disponível. Quem pegar antes, leva, depois termina. Como já aconteceu da quantidade não dar conta, alguns mercadistas encheram as lojas antes do Carnaval — explicou o presidente da Agas, Lindonor Peruzzo Junior, em entrevista a Zero Hora.
Como estão os preços?
Nas lojas da Comercial Zaffari e Stok Center, a compra dos itens de Páscoa foi feita no mesmo volume de unidades de 2025, mas com um reajuste médio de 15% nos valores.
Algumas unidades menores, de 227 gramas, custam uma média de R$ 48. Já ovos de Páscoa maiores, de meio quilo, saem por R$ 139. Opções recheadas e da linha premium tem valor médio de R$ 109.

No ano passado, o valor do chocolate aumentou em relação a 2024 em função do preço do cacau. A escassez da matéria-prima na África, que produz cerca de 70% do cacau mundial, somada a dificuldades nas plantações brasileiras, fez os preços alcançarem patamares exorbitantes.
De acordo com um levantamento de 2025 do grupo de pesquisa independente Climate Central, os preços do cacau enfrentaram um aumento de 136% entre 2022 e 2024. A análise indica que as mudanças climáticas que afetam o continente africano contribuíram parcialmente para esta alta.
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