
O dia 11 de janeiro de 2026 marca um ano da morte de Nésio Alves Corrêa, o Gildinho, uma das vozes mais emblemáticas da música gaúcha e fundador do grupo Os Monarcas, de Erechim, no norte do Estado.
A data, carregada de emoção para familiares, músicos e fãs, também simboliza uma trajetória desafiadora para o grupo, que precisou seguir sem a presença física de quem moldou a identidade artística do grupo em mais de cinco décadas.
— Foi um grande desafio não ter ele, mas felizmente nosso grupo se uniu, afinal cada um foi escolhido a dedo pelo "tio". É um dia complicado, de muita emoção, mas sabemos que onde estiver, ele está feliz e olhando por nós — diz Evandro Corrêa, diretor do grupo e sobrinho de Gildinho.
Legado segue vivo

O movimento de união refletiu diretamente na rotina da banda ao longo de 2025. Mesmo em um ano marcado pelo luto, Os Monarcas conseguiram manter a presença constante nos palcos e preservar a identidade musical que consagrou o grupo.
Em número de shows, foi possível manter um número próximo. Em 2024, foram 180 apresentações e, em 2025 — após a partida de Gildinho — o grupo realizou 177 shows. Além disso, para 2026 a agenda deve seguir cheia, contando inclusive com lançamentos de músicas.
Para marcar simbolicamente a data de aniversário de Gildinho, que faria 84 anos em 18 de janeiro, Os Monarcas lançam neste domingo (18) música inédita para homenagear o fundador. A música será disponibilizada nas plataformas a partir de segunda-feira (19).
— É uma forma que encontramos de marcar esse momento, mas, principalmente, mostrar que o legado dele segue vivo dentro do grupo — conta Evandro.
Gildinho morreu em 11 de janeiro de 2025, aos 82 anos, após uma longa batalha contra o câncer. Ele convivia com a doença há cerca de 20 anos, incluindo um tumor na tireoide, e passou por diferentes tratamentos ao longo do período.
Mesmo com a saúde fragilizada, manteve-se próximo do grupo e da música até os últimos dias, acompanhando decisões e preservando a identidade artística dos Monarcas.
Fundado por ele em 1972, o grupo se tornou um dos mais importantes da música regional gaúcha, com dezenas de discos gravados, milhares de apresentações e presença constante em bailes, festivais e eventos tradicionalistas no Rio Grande do Sul e em outros Estados.





