Este sábado (22) marca o Dia Nacional dos Músicos e Passo Fundo, cidade do norte gaúcho conhecida nacionalmente pelas letras de Teixeirinha, é palco para trajetórias como a de José Castanho da Rocha e Matheus Soares, que representam a diversidade e a paixão pela arte musical que conecta gerações.
José Castanho da Rocha, conhecido como Fiu, é um músico que há 50 anos tocou com Raul Seixas durante a turnê gaúcha do cantor. Na década de 1970, Fiu integrava a banda Os Invencíveis e foi apresentado a Raul por um amigo.
Pouco depois, passou a acompanhar o artista nos shows pelo RS, na época em que tocar com celebridades era considerado "uma aventura".
— Eu ia de carro com ele, era um táxi alugado. Tiramos o luminoso que até hoje identifica os táxis e ficou nosso carro para ir aos shows. A banda ia em uma Kombi, direto pro show — lembra Fiu, que agora se divide entre o trabalho como cabeleireiro e percursionista em eventos na cidade.
Novas gerações nos palcos nacionais
Atualmente, quem vive essa realidade é o baixista e produtor musical Matheuzinho Soares. Filho de pai músico e mãe cantora, tem sete irmãos que também seguiram carreira artística.
— Comecei a tocar com sete anos. Profissionalmente, aos 12 — conta ele que iniciou como guitarrista e acompanhava os bailes com a família.
Foi nos palcos que conheceu a cantora Glê Duran, sua esposa. Ela tinha 13 anos quando viu Matheus se apresentar e disse para si mesma que um dia se casaria com ele.
Dois anos depois, em 2010, os dois se encontraram na Festa do Músico de Tucunduva e começaram uma história que segue até hoje.
— A gente se conheceu nos palcos e sempre trabalhou junto com música — lembra a cantora.
Durante a pandemia, Glê teve papel decisivo na carreira do marido: incentivou Matheus a gravar e publicar vídeos tocando baixo, acreditando que o talento dele precisava ser visto. A aposta deu certo e, em 2021, um dos vídeos chegou à equipe de Gusttavo Lima, que convidou Matheus para um teste. Pouco depois, ele passou a integrar a banda do sertanejo.
Hoje, Matheus é diretor musical e produtor do artista. Ele participou da criação do DVD Feito à Mão, lançado há três meses, que chegou ao topo mundial de álbuns e tem a música Retrovisor entre as mais tocadas no Brasil:
—É uma responsabilidade enorme organizar repertório, banda e produzir as músicas. Tudo parte dali, mas quem está no show não imagina o trabalho que existe no backstage.
Segundo Matheus, Gusttavo Lima gosta de incluir estilos locais, como forró no Nordeste e vaneira no Sul, exigindo improviso e versatilidade.
Apesar da rotina intensa de viagens, Matheuzinho mantém a base em Passo Fundo e aproveita as brechas na agenda para estar em família. Para o casal, a música é mais do que profissão: foi o ponto de partida para uma vida compartilhada, que alcança os principais palcos do Brasil.
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