
O Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart) consagrou mais uma vez o DTG Poncho Verde, de Panambi, como campeão da Força A. O grupo da Região Noroeste nasceu de um projeto escolar em 1998, cresceu, se profissionalizou e hoje é referência entre as invernadas artísticas do Rio Grande do Sul.
O resultado foi anunciado na noite do último domingo (23), após três dias intensos de apresentações na 38ª edição do Enart que aconteceu em Santa Cruz do Sul. A invernada artística adulta venceu a categoria Danças Tradicionais Força A.
O DTG Poncho Verde se sagrou bicampeão do festival: além do título em 2025, também levou o troféu no Enart de 2023. Há dez anos, o grupo já tinha sido campeão na Força B.
— É a concretização de um trabalho que começou na escola. Foi se desenvolvendo e crescendo, conquistamos nossa sede e antigimos o topo do Estado — pontuou o diretor artístico da invernada, Acácio Penedo.
Como essa história começou
O grupo que integra a 9ª Região Tradicionalista nasceu do projeto Danças Rio-grandenses, criado para estudantes há 27 anos. Ele cresceu e ultrapassou os muros da Escola Estadual Poncho Verde.
Com o passar dos anos, os jovens queriam continuar dançando mesmo depois de formados. Surgiu assim o DTG Poncho Verde, que foi fundado em 2010 e se filiou ao Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) em 2011.
Na primeira participação no Enart, em 2013, ficou com o 6º lugar. De lá para cá, a caminhada foi de muito trabalho e conquistas até chegar à elite, onde estão os maiores grupos do Estado.
Coreografia campeã

Com 15 casais no tablado, o DTG Poncho Verde conta com dançarinos de várias cidades da região que fazem parte da invernada Taurianos. Apesar da rotina exaustiva de ensaios, a aposta do grupo para o Enart foi em uma temática musical que aproximou os artistas amadores do público.
A coreografia de Robson Cavalheiro buscou mostrar a vida do gaúcho no campo e sua relação com o cavalo. Tudo isso foi representado pela pilcha inspirada nos camponeses até a escolha da canção De Tanto Pelear.
O grande destaque da apresentação ficou por conta de uma plataforma hidráulica usada para erguer um cavalo de fibra no meio do palco. A sete metros de altura, o cantor Jadir Filho interpretou os versos da música criada pelo Grupo Rodeio.
— O diferencial foi a dedicação, a competência e o comprometimento. O foco e a determinação do pessoal em dançar conosco e alcançar esse objetivo — destacou o diretor artístico.
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