
Em cinco anos, o volume de pessoas consideradas investidoras no Brasil cresceu de 31% para 36%. A parcela que conhece algum produto financeiro espontaneamente também subiu de 28% para 43%. Os dados do Raio X do Investidor Brasileiro 2026, feito pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), em parceria com o Datafolha, apontam a evolução da relação dos brasileiros com o dinheiro.
Investir tornou-se uma maneira de proteger o poder de compra ao longo do tempo. Especialmente em cenários econômicos dinâmicos, fazê-lo com planejamento e orientação oportuniza alcançar objetivos com maior previsibilidade. No estudo da ANBIMA, segurança e retorno são as principais vantagens citadas em relação aos produtos financeiros.
– A educação financeira é o ponto de partida para que as pessoas assumam o protagonismo das próprias decisões. Quando esse conhecimento é aliado aos investimentos, o dinheiro deixa de ser apenas um meio de pagamento e passa a ser uma ferramenta de realização de projetos. Seja para comprar um imóvel, seja para garantir a educação dos filhos, empreender ou conquistar uma aposentadoria tranquila, investir significa dar propósito ao patrimônio – destaca a gerente de captação da Sicredi Integração de Estados RS/SC/MG, Geise Werzenska.
A seguir, a Sicredi dá cinco dicas para quem deseja começar a investir ou diversificar sua carteira de investimentos:
1. Quando é o momento certo para começar a investir?
Há um mito de que é preciso experiência e um montante específico para começar a investir. No entanto, os investimentos estão cada vez mais democráticos, com alternativas que permitem iniciar a jornada com valores acessíveis. O ponto mais importante não é o tamanho do primeiro aporte, mas o hábito de aplicar regularmente.
– O “momento certo” é quando a pessoa decide assumir o controle da própria vida financeira. Não é necessário acumular um grande patrimônio antes, e o tempo é um dos maiores aliados do investidor. Pequenos aportes feitos de forma consistente, associados aos juros compostos, podem gerar resultados bastante significativos no longo prazo – explica Geise.
2. Planejamento e renda fixa para iniciantes
A peça central de qualquer estratégia de investimento é o planejamento. Esse processo envolve definir objetivos claros, como para qual finalidade o recurso será destinado e em quanto tempo será utilizado. Na sequência, é o momento de entender as expectativas de retorno e a disposição para assumir riscos. Esse panorama é chamado de perfil de investidor.
– Para quem está iniciando, os investimentos de renda fixa são excelentes portas de entrada, pois oferecem previsibilidade e segurança. À medida que o patrimônio cresce e a pessoa ganha conhecimento, novas alternativas podem ser incorporadas à carteira – afirma Geise.
3. Diversificar os investimentos
Diversificar a carteira de investimentos é uma das dinâmicas mais importantes para mantê-la saudável. Na prática, diversificar significa distribuir os recursos entre diferentes tipos de investimentos, prazos e níveis de risco, reduzindo a exposição a oscilações e aumentando as oportunidades de bons resultados.
– Essa estratégia reduz a concentração, diminui a exposição às oscilações de um único mercado e amplia as oportunidades de rentabilidade ao longo do tempo – diz a gerente de captação da Sicredi Integração de Estados RS/SC/MG.
Segundo ela, o objetivo central deve ser construir uma carteira equilibrada e alinhada aos objetivos do investidor. Além disso, é fundamental que seja periodicamente revisada, conforme objetivos de vida e mudanças no cenário econômico.
4. Curto, médio e longo prazo: qual prazo escolher?
Mais do que escolher um produto específico, é importante alinhar cada investimento ao objetivo desejado. Afinal, cada meta tem suas demandas e exige uma estratégia diferente.
Quando o foco é curto prazo, as alternativas mais recomendadas são as de alta liquidez e menor volatilidade – ideais para reservas financeiras e metas próximas, por exemplo. No médio prazo, opções que conciliam segurança e potencial de rentabilidade são vantajosas, desde que o risco seja adequado ao horizonte de investimento.
– No longo prazo, por sua vez, é possível ampliar a diversificação da carteira incluindo ativos que, historicamente, oferecem maior potencial de valorização. O tempo reduz o impacto das oscilações do mercado e favorece a construção consistente de patrimônio – aponta Geise.
5. Conte com um parceiro financeiro
Independentemente do montante ou da experiência, o Sicredi acredita que investir é uma decisão que deve ser feita de forma personalizada. Por isso, oferece apoio e orientação para os associados.
O trabalho começa entendendo objetivos, sonhos e momento de vida de cada associado. A ideia é identificar perfil de investidor, horizonte de tempo, necessidade de liquidez e expectativas de retorno para encontrar as soluções financeiras mais adequadas dentro do portfólio de investimentos. A partir daí, a evolução da carteira é acompanhada de maneira contínua e ajustada de acordo com mudanças de objetivo ou cenário econômico.
– Esse é um dos diferenciais do cooperativismo: nosso compromisso é construir relacionamentos de longo prazo, oferecendo orientação qualificada, educação financeira e atendimento próximo e consultivo. Buscamos contribuir para que nossos associados tomem decisões conscientes e alcancem seus objetivos com segurança, fortalecendo sua prosperidade e o desenvolvimento das comunidades onde atuamos – frisa a gerente de captação da Sicredi Integração de Estados RS/SC/MG.





