Os 510 animais que vivem no Centro de Acolhimento de Primatas e Aves (Primaves) de Passo Fundo também sofrem com as altas temperaturas no verão. Para amenizar o calor, funcionários oferecem picolés de frutas e banhos de mangueira para as diferentes espécies (veja no vídeo abaixo).
O Primaves está localizado em um ambiente fresco e com muita vegetação no distrito de Bela Vista. No entanto, segundo o biólogo e diretor do centro, Luizandro Ferrari, nos dias em que as temperaturas passam dos 27 °C, todas as casas dos animais ficam abertas para facilitar a passagem do vento.
Os funcionários também distribuem muita água para os moradores do local. Ao mesmo tempo, feno, cobertores e outros materiais quentes não são utilizados.
Os principais efeitos das altas temperaturas nos animais silvestres são a desidratação e o estresse, que podem causar a morte. Por isso, a alimentação também é adaptada, e a prioridade são vegetais com maior percentual de água, como a melancia e a cenoura.
O diretor do Primaves explica ainda que todos os animais sofrem igualmente com o calor. Os únicos que não preocupam o biólogo no verão são os ectotérmicos, animais de “corpo frio”, como os répteis.
Assim, as duas espécies de serpente píton abrigadas no Centro possuem um reservatório de água e placa aquecida especialmente para elas. Os itens permitem que controlem a temperatura corporal.
Já para primatas, aves e mamíferos, os banhos de mangueira com água captada da chuva são os maiores aliados
— O Tonico, um dos nossos tamanduás-bandeira, é um dos que mais gostam do banho. Ele fica perto da grade aproveitando a água — conta o diretor.
Animais vítimas do tráfico
Atualmente, o Centro de Acolhimento de Primatas e Aves abriga 108 espécies diferentes entre aves, mamíferos e répteis. Aqueles que chegam ao Primaves são vítimas de tráfico, posse ilegal, atropelamento, tiro, choque elétrico e até ataque de animais domésticos. O espaço também recebe animais que ficaram órfãos.
— O Primaves era apenas um mantenedor de fauna, depois começou a receber vítimas do tráfico e outras ocorrências. Recebemos apenas animais impossibilitados de serem devolvidos para a natureza. Depois da pandemia, começamos a abrir o espaço ao público para ajudar financeiramente — afirma Luizandro.
O centro recebe cerca de 120 visitantes por semana. Ele funciona de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h30, e nos finais de semana e feriados, das 14h às 18h, com ingresso no valor de R$ 25 para adultos e R$ 20 para crianças.
🤳 Para ler mais sobre o que acontece na região, entre no canal de GZH Passo Fundo no WhatsApp e receba as principais informações do dia. Clique aqui e acesse.

