
Com a chegada de um novo ano, é natural pensar em novas metas ou em mudanças que desejamos. Para entender como transformar esses desejos em planos viáveis, GZH Passo Fundo consultou uma especialista e foi às ruas do centro da cidade do norte gaúcho para mapear os principais objetivos dos moradores para 2026.
Nas ruas, algumas respostas se repetem: muitos almejam viajar, cuidar da saúde e economizar dinheiro. Entre os entrevistados, o músico Paulo Junior Chaves pretende investir na carreira:
— Quero conquistar mais reconhecimento. Focar na minha carreira e poder expandir, tocar em outros lugares e viajar bastante a trabalho — disse.
Já a professora Natali Santos deseja apenas "ser feliz":
— Depois de um ano cheio de aprendizados, a minha meta é ser feliz. Vou viajar e curtir bastante a minha família.
Os exemplos ilustram dois aspectos do que pode ser conquistado, divididos entre o “ter” e o “ser”. Essa distinção impacta a forma como as metas nos “preenchem”, conforme explica a doutora em Psicologia e psicoterapeuta pela Australian Counselling Association (ACA), Ciomara Benincá:
— Existem metas que estão ligadas a ter, como “vou viajar” e “vou comprar um novo computador”, e outras ao ser, que envolvem mudar coisas internamente. Algumas preenchem mais como pessoa, dão um propósito de vida. É isso que constrói seu legado e sua caminhada.
Metas com propósito: a diferença entre "ter" e "ser"
Segundo Ciomara, fazer a avaliação do ano que passou e prever o novo ano é algo comum, que ajuda a dar sentido ao próximo ciclo. É natural do ser humano avaliar mudanças, conquistas ou evoluções:
— As metas preenchem o vazio do desconhecido que é o novo ano e que não podemos controlar. Elas dão a sensação, mesmo que momentânea, de que temos controle sobre o que vai acontecer e a esperança de que podemos nos tornar uma pessoa melhor e adquirir coisas.
Porém, para além das conquistas de bens materiais ou viagens, são as metas pessoais, ligadas ao “ser”, que proporcionarão maior satisfação e sentido, na visão da psicóloga.
— As metas precisam estar ligadas a um propósito. Desejar ser uma pessoa mais compassiva, empática ou comprometida são metas que acabam construindo um legado. São coisas que, ao final de nossa vida, terão um sentido, construindo nosso legado e nossa caminhada no mundo — finaliza.
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