
Milhares de pessoas se reuniram na tarde deste sábado (15) para a tradicional Marcha para Jesus em Passo Fundo, no norte do Estado. Segundo a organização, a estimativa é de que mais de 10 mil fiéis tenham participado da 13ª edição.
Neste ano, o evento, que acontece no município desde 2011, tem como temática "Deus Forte".
A concentração dos fiéis foi na praça em frente ao Instituto Educacional (IE), no bairro Boqueirão. Por volta das 15h30min, os fiéis iniciaram a caminhada. O trajeto passou pela Avenida Brasil, seguindo pela Rua Sete de Setembro, com encerramento no Parque da Gare.
— O propósito dessa marcha é caminhar em unidade do povo, demonstrando sua fé, orando e abençoando nossa cidade. Esse é o propósito, abençoar o povo de Passo Fundo e a nossa região norte do Rio Grande do Sul — disse o pastor João Campos, presidente da Associação dos Pastores e Ministros Evangélicos de Passo Fundo (Amepas).
Organizado por igrejas evangélicas, o evento também é aberto para pessoas de todas as denominações religiosas, que desejam manifestar sua fé.
— Jesus me curou de um câncer de mama. Fiz todo o tratamento, mas antes de terminar meu Deus já tinha me curado. Hoje vim para agradecer pelo o que ele tem feito, não só no câncer, mas por todas as bênçãos e vitórias que ele tem me permitido viver — relatou a cabeleireira Michele Sobral de Oliveira Amorim.

Neste ano, a marcha contou com novidades: show nacional com a cantora gospel Ana Nóbrega e apresentação de orquestra e coral.
Caminhando em família

Entre os participantes da Marcha para Jesus estava o pintor Roberto Carlos Pereira Nunes, acompanhado da filha Ana Clara, de 10 anos. Pela segunda vez no evento, Roberto descreveu a caminhada como um momento de fé difícil de explicar.
— Muito boa a experiência. Jesus está sempre do nosso lado. Só participando para ver o quanto é bom — disse.
Ao lado do pai, Ana Clara seguia o trajeto cantando e dançando. Para ela, a caminhada também é espaço de afeto e lembrança.
— Eu imagino Jesus do meu lado. Ele sempre tá comigo — contou.
O pedido que mais faz é simples e profundo: um abraço da mãe, que morreu há quatro anos, aos 30 anos. Durante a caminhada, Ana Clara conta que também sente a mãe por perto, como se seguisse junto com ela.



