Muita gente tem o sonho de empreender, mas o receio de arriscar, trocar de emprego e mudar de área pode pesar na decisão. A bióloga Dayane Pitton Pavani, de Passo Fundo, no norte do RS, começou a vender pequenas mudas de suculentas como alternativa para complementar a renda da família.
A atividade, que iniciou de forma despretensiosa, evoluiu para um negócio estruturado com a produção de jardins afetivos e terrários.
— Começamos como alternativa pra sair de um aperto financeiro e, aos poucos, os próprios clientes foram nos pedindo vasos maiores e mais decorados. Há um ano e meio, mais ou menos, eu decidi largar a CLT e me tornar empreendedora de vez — conta Dayane.
Antes de empreender, ela trabalhava em uma empresa de sementes. Hoje, com um espaço montado em casa, dedica-se à produção de vasos com plantas naturais. Segundo ela, cada jardim é único:
— O jardim conta uma história. Se você tiver 200 jardins produzidos, nenhum vai ser igual ao outro. Cada um tem uma essência, uma história, um afeto. Vai muito daquilo que estou sentindo no dia.

A bióloga também produz terrários, que exigem pouca manutenção e que chamam a atenção pela beleza. Na produção das peças, Dayane usa uma pinça para conseguir encaixar cada material no lugar certo.
Uma curiosidade é que os terrários precisam ser regados somente uma vez ao ano, já que através de um processo natural a planta consegue a água necessária para se manter. O vaso vai suando, condensando e evaporando, exatamente como acontece no planeta Terra quando chove.
— O terrário é um mundo à parte. Ele é um ecossistema autossustentável. Eu o produzo com plantas próprias, como musgos, e utilizo o meu conhecimento de bióloga para garantir que a água seja reciclada — explica.
Quase dois anos após começar a empreender, Dayane colhe os resultados do trabalho e já pensa em expandir os negócios. Além de ampliar o local de trabalho, a ideia é intensificar a divulgação da empresa através das redes sociais e da participação em eventos, como feiras pelo Estado.
A aposta de negócio que deu certo também fez a Dayane se encontrar profissionalmente:
— Cada vez mais as pessoas querem ter esse contato com a natureza. Como os mini jardins e os terrários exigem pouca manutenção, eles se tornam uma opção de decoração e presente fácil, bonita e viva — conclui.



