
Diretor da Escola do Agronegócio da Universidade Atitus, Deniz Anziliero.
A diversidade e o impacto das cadeias produtivas do agronegócio gaúcho estão apresentados na "Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2025", lançada durante a 49ª Expointer. A publicação reúne indicadores de produção, comércio exterior e estrutura produtiva da agropecuária gaúcha, e a região norte/planalto médio, que tem Passo Fundo como polo e se estende por diversos municípios do entorno, desponta com força em grãos e proteína animal.
Na avicultura, que gerou R$ 11,5 bilhões em valor bruto de produção e exportou US$ 1,24 bilhão em 2025, Marau figura entre os dez maiores produtores do Estado, ao lado de Aratiba, reforçando o papel da região no abate de 884,66 milhões de aves. Na suinocultura, com VBP de R$ 11,86 bilhões, o entorno regional também se destaca: Três Passos, Rodeio Bonito, Aratiba, Frederico Westphalen, Palmitinho e Seberi estão entre os dez maiores produtores gaúchos, sustentando um Estado que é o segundo maior exportador de carne suína do país.
A bovinocultura de leite também tem peso relevante: Ijuí e Campina das Missões figuram entre os dez maiores rebanhos leiteiros, contribuindo para os 4,02 bilhões de litros produzidos em 2024, em um setor que soma 28.946 produtores formais no Estado.
Já nas lavouras, soja e trigo seguem como culturas âncora do Norte Gaúcho. Palmeira das Missões, Cruz Alta e Santa Bárbara do Sul despontam na produção de soja, mesmo em safra afetada pela estiagem, enquanto Palmeira das Missões, Cruz Alta e Jóia lideram a triticultura, tanto em produção 2025 quanto em área plantada para 2026.
O retrato reforça: a força da nossa região está na combinação entre grãos e proteína animal, um ecossistema que exige investimento contínuo em irrigação, armazenagem e sanidade para seguir competitivo diante das oscilações climáticas.

