
A jornalista Heloisa Gamero colabora com a colunista Julia Possa, titular deste espaço que está de licença maternidade.
Bebida apreciada até pelo Papa, o café é homenageado nesta terça-feira (14), Dia Mundial do Café. No norte gaúcho, uma empresa com sede em Carazinho cruzou o Oceano Atlântico para levar seus grãos para o Vaticano, na Europa.
Por lá, a Café Estino serviu duas vezes os líderes máximos da Igreja Católica. Em 2007, o café foi servido ao Papa Bento XVI, e em 2013, ao Papa Francisco.
— Certamente eles guardaram na memória o sabor do nosso café, a bebida conquista até a alma — garante um dos proprietários da empresa, João Estivallet.
Com três lojas em Passo Fundo, duas em Frederico Westphalen e uma em Carazinho, a maior parte da produção da empresa vem do Monte Sião, em Minas Gerais. Somado às reservas em São Paulo e no Espírito Santo, são mais de um milhão de pés de café.
O processo é totalmente integrado nas fazendas, com colheita, despolpa, secagem, armazenagem, torrefação e embalagem no mesmo ambiente.
Nas lojas, é possível escolher entre quatros métodos de preparo:
- Coado no filtro de papel, que deixa com o gosto de casa de vó, com sabor mais limpo e leve, sem óleos e sedimentos
- Na prensa francesa, com sabor intenso, encorpado e texturizado
- Na moca (cafeteira italiana), que deixa um sabor forte e marcante, feito na pressão do vapor
- E expresso, feito no processo mais rápido e em alta pressão, trazendo cremosidade e sabor vibrante.
Sabor e cafeomancia
No Brasil, o café tradicional — em pó e com torra escura — é na maioria das vezes comercializado com impurezas como galhos, folhas e cascas moídos junto. Mesmo assim, o custo mais baixo torna o produto o mais comprado nacionalmente.
A proposta da Estino é diferente: os grãos escolhidos são maduros e puros, e o café especial possui uma torra mais clara, justamente por não precisar mascarar outros elementos, e tem gosto mais forte.
Além do sabor puro do produto, moído na hora, a loja oferece outra experiência diferenciada — a cafeomancia. Realizada pela mãe de João e funcionária da empresa, Renata Estivallet, a técnica milenar de ler o futuro e interpretar o passado é praticada com a borra do café.
— É um ritual de água, feito com moagem fina. A borra que fica no fundo da xícara é usada para ler o futuro. Sendo sincero, eu tenho medo de fazer, mas muitas pessoas vão até mensalmente fazer a leitura — conta João.
Somado a isso, no centro de Passo Fundo, dois pés de café ficam em frente ao estabelecimento. As plantas foram trazidas de Minas Gerais e são tratadas diariamente, inclusive gerando frutos.
Para comentários, dúvidas e sugestões de pauta entre em contato através do e-mail redespfu@gruporbs.com.br ou WhatsApp (54) 99263-0964.



