A jornalista Kimberlly Kappenberg colabora com a colunista Julia Possa, titular deste espaço.
Nesta quarta-feira (14), o Laboratório Widal Pacheco reinaugura sua unidade na Rua Bento Gonçalves, 489, no centro de Passo Fundo. Com novas tecnologias e um espaço ampliado, o evento marca uma nova fase para o laboratório mais antigo da cidade, fundado em 1955.
Criado há sete décadas, pelo fundador Osvaldo Lara, o laboratório acompanhou o crescimento de Passo Fundo e a evolução da medicina diagnóstica. Localizado na Sala 103 do Edifício Adriana, agora a unidade conta com acesso direto pela rua e um ambiente moderno, com painéis que narram nas paredes as seus 70 anos de história.
Durante o processo de reforma, o laboratório permaneceu em funcionamento, com seu espaço ampliado para otimizar a capacidade de atendimento e oferecer mais conforto aos pacientes.
Dos sapos aos exames modernos
Com 70 anos de diagnósticos e exames, o Widal Pacheco se mantém como o laboratório mais antigo de Passo Fundo, adaptando-se constantemente à evolução da ciência para oferecer resultados cada vez mais precisos. Uma das técnicas mais curiosas utilizadas no passado, como recorda Osvaldo Lara Filho, filho do fundador, era o uso de sapos em testes de gravidez.
Nascido em 1957, Osvaldo Lara Filho cresceu acompanhando a trajetória do laboratório. Ele relembra que, na década de 1970, fêmeas de uma determinada espécie de anfíbio eram capturadas para a realização do exame.
— Injetava-se, em sua perna, a urina da mulher. Se a urina contivesse um hormônio produzido apenas durante a gravidez, o sapo ovularia em até 24 horas. A presença de ovos indicava gravidez... o famoso “teste da lua de mel” — detalha.
Os sapos eram trazidos de Serafina Corrêa, na Serra Gaúcha, chegando a Passo Fundo em caixas de sapato furadas e amarradas, transportadas de ônibus. Conforme Osvaldo Lara Filho, os animais eram levados para a casa de uma tia, que possuía uma piscina onde os sapos aguardavam o transporte até o laboratório, na Rua Bento Gonçalves. No laboratório, havia um corredor aberto reservado para os testes.
— Em uma noite de inverno, por algum descuido, os sapos fugiram do laboratório e invadiram a calçada e a Rua Bento Gonçalves. Fomos chamados em casa e, ao chegar, já havia sapos atropelados, outros tinham sumido e alguns conseguimos resgatar. Foi a inesquecível noite da caça aos sapos e um processo que mudou completamente desde que tudo começou — afirma Osvaldo.
Nome e endereço se mantiveram
Com a evolução tecnológica, a gestão da unidade também mudou. Em 1983, Horácio Martins da Silva e Fátima Graziotin assumiram a direção. E, desde 2004, a história do laboratório segue com a família Dalbosco.
Mas, além do endereço, um ponto continua o mesmo: o nome Widal permaneceu desde a fundação, tornando-se Widal Pacheco em 2017 após a fusão com um grupo de Lages (SC).
Atualmente, o Grupo WP, que reúne as marcas Widal Pacheco e Endocrimeta, figura entre os 10 maiores laboratórios independentes do Brasil. A empresa conta com mais de 80 pontos de coleta em mais de 30 municípios e gera mais de 280 empregos diretos.
Para comentários, dúvidas e sugestões de pauta entre em contato através do e-mail julia.possa@gruporbs.com.br.






