
Uma pesquisa encomendada pelo Sinduscon mostrou que, em 2025, a média do preço cobrado pelo metro quadrado dos imóveis de Passo Fundo é de cerca de R$ 10 mil. A informação leva em conta imóveis à venda em 36 incorporadoras da cidade, que responderam ao levantamento.
Segundo o Sinduscon, o preço cobrado pelo metro quadrado se aproxima da média cobrada em alguns bairros de Porto Alegre e de regiões afastadas da orla de Balneário Camboriú, por exemplo. Também é maior que o registrado em outras cidades médias do RS, como Santa Maria e Pelotas, onde o valor gira em torno de R$ 7 mil e R$ 8,5 mil, respectivamente.
Chama a atenção o valor dos apartamentos. Os imóveis menores, com um quarto e área média de 30m², tem o metro quadrado mais alto que aqueles com dois e três quartos, por exemplo (veja abaixo). O motivo tem relação com a alta demanda o perfil do investidor local, que prefere concentrar menos valor em imóveis menores.
— Entendemos que o valor está adequado com a realidade da cidade. Passo Fundo já é vista como polo da construção e do setor imobiliário — disse o presidente do Sinduscon, Cristiano Basso, à coluna.
R$ 1,3 bilhão em imóveis a venda
As 36 construtoras entrevistadas na pesquisa também revelaram um dado surpreendente sobre o mercado imobiliário de Passo Fundo: se todos os imóveis prontos ou em construção disponíveis fossem vendidos hoje, o valor movimentado seria de R$ 1,3 bilhão.
Você está certo se acha que o número é alto: são 1.410 imóveis disponíveis e lançados há pouco tempo, sendo:
- 1.239 apartamentos
- 126 terrenos
- 28 salas comerciais
- 17 casas.
Sobre isso, a entidade que representa as construtoras lê o boom como uma oportunidade de mercado que se abriu depois da pandemia, quando a demanda foi represada. A consequência, segundo a pesquisa, deve ser uma redução nos lançamentos nos próximos anos — em 2027, por exemplo, o mercado local estima queda no números de imóveis prontos.
Mercado otimista
Outro ponto trazido pela pesquisa é a boa expectativa de vendas imobiliárias em Passo Fundo. Mesmo com a alta nos juros, a maior parte das empresas entrevistadas relatou expectativa entre boa e normal com as negociações de imóveis na cidade.
Além disso, 60% entendem que a situação geral dos negócios tende a ficar estável nos próximos anos, enquanto 40% entendem que o cenário tende a melhorar. O que pode dificultar o crescimento é a dificuldade de mão de obra e acesso ao crédito bancário.
O motivo para o otimismo tem a ver com a diversidade da matriz econômica da cidade — não há dependência exclusiva do agronegócio ou serviços, por exemplo, o que possibilita que o mercado siga se movimentando mesmo quando há dificuldades em um setor ou outro.
Segundo o Sinduscon, a pesquisa voltará a ser realizada em novembro, para incluir os negócios realizados durante a Construimóveis, feira do setor que começa no sábado (6) e vai até 14 de setembro, no Bourbon Shopping. Neste ano, os 30 expositores esperam superar os R$ 200 milhões mobilizados no evento em 2024.
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