
As chuvas frequentes e o excesso de umidade estão atrasando o plantio do milho na região noroeste do Estado. Além de intervalos curtos sem chuvas, o solo úmido impede a entra do maquinário e a semeadura da safra 2026/2027.
Em Novo Machado, o agricultor Sandro Airton de Conte, pretende plantar 160 hectares de milho, mas até a última semana, só conseguiu semear cerca de 25 hectares.
— A estimativa era de ter começado plantar o milho em 25 de julho e, no mais tardar, concluir até 20 de agosto, mas estamos a recém com 15% da área plantada — afirma o agricultor.
Com o atraso, os produtores perdem a janela mais favorável para o plantio do milho na região noroeste.
— Infelizmente, não foi possível [semear] nas últimas semanas devido ao excesso de chuva. O frio também prejudicou um pouco o desenvolvimento inicial e a germinação, além da falta de luminosidade — explica o agrônomo da Emater, Gilmar Vione.
Em dias de sol e menor umidade do solo, as máquinas entram nas lavouras e o trabalho segue praticamente sem parar. Os agricultores chegam a estender o horário e a plantar durante a noite, alguns até mesmo de madrugada, para aproveitar as condições ideais do solo.
— A gente precisa aproveitar a janela porque estamos com o plantio atrasado. Nessa época a gente já estaria terminando o plantio, no ano passado nessa época já tínhamos terminado, mas agora nós estamos com 40% da área semeada — afirma o agricultor Luan Felipe Bortoli.
A Emater/RS-Ascar ainda não divulgou a estimativa de área a ser cultivada com milho no Rio Grande do Sul. No entanto, a expectativa é de que supere a área do ano passado, de 785 mil hectares.

— A expectativa é que haja sim um aumento de área em função de que houve uma redução da área de trigo, então parte dessa área que não foi ocupada com trigo vai ser ocupada com milho — avalia Vione.
Na região noroeste, o levantamento prévio aponta para cerca de 170 mil hectares de milho, no passado foram 150 mil, aumento de cerca de 12%.



