
Próxima de ser concluída, a colheita da soja na região de Passo Fundo, no norte do Estado, deve ter perdas de cerca de 15%. A produtividade média está estimada em 55 sacas por hectare, abaixo do padrão histórico de 63 a 64 sacas.
Nos 42 municípios atendidos pela Emater/RS-Ascar, cerca de 95% das áreas já foram colhidas e os trabalhos entram na fase final ainda nesta semana.
— A média ficou abaixo, mas até pode ser considerada boa. Com a estiagem que ocorreu, a expectativa era de uma redução maior — afirmou o gerente regional da Emater, Oriberto Adami.
A principal quebra está relacionada à falta de chuva em períodos críticos, especialmente em janeiro. As lavouras de plantio precoce foram as mais prejudicadas, enquanto as áreas semeadas mais tarde apresentaram melhor desempenho.
A variação de resultados entre municípios é significativa. Em algumas áreas, a produtividade ficou em torno de 40 sacas por hectare. Em outras, com maior volume de chuvas, chegou a 70 sacas.
Apesar das perdas no campo, o principal desafio do produtor é econômico, analisa Adami:
— O que afeta mais hoje o produtor é a rentabilidade, em função da queda de preços e do alto custo de produção. Isso pesa mais do que a própria estiagem.
Ritmo lento em outras áreas
No restante do Estado, a colheita ainda enfrenta entraves pontuais. Conforme o Informativo Conjuntural da Emater, em Soledade, também na Região Norte, a chuva tem dificultado o deslocamento de máquinas e atrasado a operação.
Na região de Ijuí, no noroeste gaúcho, os trabalhos chegam a cerca de 75%, mas avançam de forma mais lenta devido à elevada umidade dos grãos.
Ainda no noroeste, Santa Rosa, tem registro de menor densidade da massa colhida e redução no rendimento por carga, reflexo das condições climáticas ao longo da safra.





