
A 26ª edição da Expodireto Cotrijal chega ao fim nesta sexta-feira (13), em Não-Me-Toque, com avaliação positiva da organização. O evento se encerra oficialmente às 18h, com o fechamento do parque.
Pelo segundo ano consecutivo, a Cotrijal optou por não realizar a coletiva de divulgação do balanço da feira. Porém, segundo o presidente Nei César Manica, o evento cumpriu o objetivo de aproximar produtores, empresas e diferentes segmentos da cadeia do agronegócio ao longo dos cinco dias de programação.
Em relação ao número de visitantes, a estimativa é de um público semelhante ao registrado em edições anteriores. Segundo Manica, a circulação no parque variou entre 230 mil e 280 mil visitantes ao longo da semana.
— Tivemos a impressão de um público um pouco menor em alguns momentos, mas no geral ficou muito próximo do ano passado — avaliou.
Desde a última segunda-feira (9), a Expodireto foi palco de seminários, audiências públicas e fóruns técnicos voltados ao setor agropecuário. A programação também abordou desafios da cadeia produtiva, como o cenário do leite, securitização e as importações que impactam o preço da produção nacional.
Resultados variados

A organização não divulgou números oficiais sobre os valores movimentados, mas, ainda conforme o presidente da Cotrijal, o resultado variou entre os segmentos.
— A comercialização é muito relativa e depende do momento. Conversando com as empresas, algumas superaram a expectativa, outras igualaram e algumas não chegaram ao que esperavam. Mas sempre saem bons negócios daqui — disse.
Segundo Manica, fatores como acesso ao crédito, taxas de juros e o desempenho da safra influenciam diretamente nas decisões de compra dos produtores.
Destaque para a agricultura familiar
Entre os segmentos com melhor desempenho, a agricultura familiar foi destaque durante a feira:
— No Pavilhão da Agricultura Familiar o cenário é diferente, porque as pessoas vêm consumir e comprar os produtos. A informação que temos é de que estão vendendo muito bem.
Já entre produtores médios e pequenos, que buscam máquinas ou investimentos maiores, o comportamento foi mais cauteloso. Muitos aproveitaram a Expodireto para conhecer tecnologias e avaliar oportunidades para negociações futuras.
— O produtor veio ver as novidades. Depois, conforme melhorar a situação econômica ou houver renegociação de dívidas, ele pode fazer a compra. As empresas sabem que têm o ano todo para buscar esses clientes — afirmou Manica.
Ampliação em 2027

A próxima edição da Expodireto deve contar com ampliação da área do parque. A expansão será possível a partir do avanço das obras na RS-142, que passa pelo entorno do parque.
Com a construção de um novo trecho da rodovia, o asfalto que hoje corta a área da feira será desativado e integrado. O projeto prevê a criação de 14 novos lotes de cerca de 3 mil metros quadrados cada, destinados principalmente à expansão de empresas que já participam da feira e também a novos expositores que aguardam espaço.
A expectativa da organização é de que a ampliação permita crescimento significativo da feira nos próximos anos, especialmente no setor de máquinas e equipamentos agrícolas.



