
O pavilhão da Agricultura Familiar, uma das principais atrações da Expodireto Cotrijal, feira que acontece de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque, no norte gaúcho, receberá o público com novidades em 2026. Dos 224 expositores deste ano, pelo menos 48 são estreantes — ou seja, apresentam seus produtos no local pela primeira vez.
Ao todo, o espaço recebeu 351 inscritos, selecionados a partir de critérios definidos pelas entidades organizadoras, como explica o superintendente de Produção Agropecuária da Cotrijal, Gelson Melo de Lima:
— O Pavilhão da Agricultura Familiar é um dos pontos fortes da Expodireto Cotrijal. Nos orgulhamos muito da demanda por espaços e queremos, cada vez mais, difundir a ideia de que é possível empreender em pequenas propriedades.
Segundo a organização da feira, o número de estreantes está ligado à crescente formalização de empreendimentos com o Selo Sabor Gaúcho, que certifica os produtos originários da agricultura familiar do Rio Grande do Sul.
Além disso, conforme o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Vilmar Leitzke, o setor observa maior interesse por feiras com produtos da agricultura familiar, o que é demonstrado anualmente pelo aumento de público e das vendas.
Diversidade

Neste ano, os expositores representam 119 municípios gaúchos. O perfil dos responsáveis pelos empreendimentos também é diversificado, com 113 jovens e 97 mulheres, incluindo comunidades indígenas.
Também há variedade de produtos, como panificados, massas, embutidos, laticínios, vinhos, cachaças, erva-mate, artesanato e plantas. Dentre os expositores, 18 contam com certificações orgânicas.
Junto às novidades, o espaço reserva espaço para a tradição. A agroindústria Weber Embutidos participa desde a estreia do pavilhão. O empreendimento está em processo de sucessão familiar.
— Neste ano, a nossa preparação para a feira está um pouco diferente porque meu pai faleceu no ano passado e perdemos a nossa referência. Então, eu e a minha irmã trabalhamos processo de sucessão familiar, com o compromisso de produzir os melhores produtos, sempre com o apoio da minha mãe, Dulce Weber, e irmã Haidi — pontou o sócio-proprietário, Cristian Weber.
A feira, segundo ele, é essencial à agroindústria por causa da visibilidade que oferece:
— Hoje temos muitos clientes consolidados, que vêm todos os anos para consumir nossos produtos, incluindo de fora do Estado, além daqueles que provam pela primeira vez. De forma geral, o público da Expodireto é tem alto potencial de venda para nós — completou.




