Uma tempestade de granizo e chuva deteriorou cerca de 2 mil hectares de terra na tarde desta quinta-feira (29) entre Passo Fundo e Pontão. A informação é da capitã Carine Lombardi, responsável pela 2ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (Crepdec).
Segundo Alexandre Dalmaso, subprefeito do distrito de Bela Vista, 30 propriedades foram afetadas nos limites de Passo Fundo. Nenhuma pessoa se feriu.
O agricultor Gelson Soares Caraça, 56 anos, estipula que 80% de sua plantação de milho e soja, com quase 60 hectares, foi destruída. Segundo o agricultor, choveu 108 milímetros em menos de uma hora.
— Aconteceu a partir das 14h. Ocorreu um temporal de chuva, vento, granizo. Destruiu minhas lavouras — relatou Gelson Soares Caraça, 56 anos, agricultor de uma das propriedades afetadas.
Na mesma região que Caraça, Sônia Terezinha do Carmo, 65 anos, também foi afetada.
— Ainda tenho que contabilizar, mas acredito que meus 120 hectares de soja e meus 25 hectares de milho foram comprometidos.
Nos próximos dias, defesa civil municipal contabilizará os danos.
Quase no fim do processo para a colheita
No calendário agrícola do Rio Grande do Sul, o período da colheira soja está previsto para outubro de 2025 e fim de janeiro deste ano. Ou seja, os agricultores perderam seus investimentos em cerca de 30 minutos.
— Faltava mais um tratamento só e terminaria, era só encher o grão e já estaria pronto para colher. E agora, sem folha, como é que vai a base, como é que o grão vai se desenvolver sem folha? Não existe isso — disse Sônia.
A tempestade ainda veio em um período difícil.
— Nos últimos anos, a renda foi muito ruim porque tivemos seca. A renda bruta nos últimos anos caiu em torno de 30%, 35% — lamentou Caraça.
— Agora vamos avaliar o que vai sobrar. Se vai sobrar alguma coisa, o que a planta vai reagir... Foi feito investimento e teve perda de renda, as contas vão se tornando impagáveis — concluiu o agricultor.



