Correção: diferente do que constava neste texto, trata-se de um foco de raiva herbívora em Eugênio de Castro, e não surto, como publicado entre as 13h33min de 18 de outubro e 12h55min de 20 de outubro de 2025. A informação foi corrigida.
A Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) investiga um foco de raiva hervívora em Eugênio de Castro, no noroeste do RS.
O diagnóstico foi confirmado após análise laboratorial. Técnicos da Inspetoria Veterinária também identificaram um refúgio de morcegos-vampiros — principais transmissores do vírus da raiva — em uma propriedade na localidade de Rincão dos Antunes.
O foco é um dos três confirmados pelo Estado no dia 13 de outubro. Os outros dois foram identificados nos municípios de Riozinho e Rolante. A Seapi ressalta que isso não significa um surto da doença, mas casos isolados e tratados como focos (leia a nota da Seapi abaixo).
Segundo o coordenador estadual do Programa de Controle de Raiva do RS, Wilson Hoffmeister Júnior, há suspeita de que outros animais da mesma propriedade também tenham morrido por conta da raiva, depois que apresentaram sinais clínicos semelhantes. Pelo menos 25 animais — sendo 24 bovinos e um equino — morreram na propriedade desde julho. Não há, contudo, exame laboratorial que confirme a suspeita de que todas as mortes foram causadas pela zoonose.
— Nessa propriedade ainda não foram encontrados morcegos, mas sim alguns refúgios de morcegos, ou seja, locais onde possivelmente esses animais possam estar se reproduzindo. Por isso é essencial o reforço da vacinação dos animais contra a doença — disse.
Equipes do Programa de Controle da Raiva fazem uma força-tarefa de monitoramento dos refúgios de morcegos. A vacinação contra a raiva não é obrigatória, mas é fundamental que os produtores imunizem os seus animais de forma preventiva.
A raiva herbívora é uma doença viral fatal que afeta principalmente bovinos, equinos e ovinos, sendo considerada uma zoonose — ou seja, pode ser transmitida aos seres humanos. O período de incubação da doença em animais varia entre 45 e 60 dias após a mordida e os sintomas costumam surgir pouco antes da morte, entre cinco e sete dias depois dos primeiros sinais.
Entre os sinais clínicos compatíveis com a raiva estão salivação excessiva, dificuldade para se alimentar, beber água ou se levantar, além de movimentos descoordenados. Ao identificar esses sintomas ou focos de morcegos, é essencial comunicar a inspetoria veterinária imediatamente.
— A raiva não tem cura e seu controle é feito com a redução da população de morcegos hematófagos e a vacinação em massa — ressalta a fiscal estadual agropecuária, Carina de Moura Fernandes.
Confira na íntegra a nota da Seapi
"Foi identificado um foco, e não um surto, de raiva herbívora no município de Eugênio de Castro, no Noroeste gaúcho. O Serviço Veterinário Oficial do RS (SVO-RS) atendeu a notificação, fez a coleta do animal que morreu no início do mês e teve laudo confirmado para a doença no dia 13 de outubro.
Não há como afirmar que os 25 animais que morreram desde julho na propriedade são em razão da raiva, pois só agora houve a notificação ao SVO. A Inspetoria Veterinária de Defesa Agropecuária já está trabalhando na região e as propriedades no raio de 10 km estão sendo visitadas para identificar possíveis refúgios de morcegos hematófagos".


