Diariamente, a editoria de Opinião do jornal Zero Hora seleciona mensagens enviadas pelos leitores para publicar nas suas páginas.
Aos candidatos ao Piratini
O RS precisa reestabelecer sua capacidade de desenvolver ciência ambiental. A extinção da Fundação Zoobotânica desestruturou o principal órgão de pesquisa de biodiversidade. A criação do Instituto de Pesquisas Ambientais do RS _ para reunir Museu de Ciências Naturais (MCN), Jardim Botânico e Unidades de Conservação _ se faz necessária. Com autonomia, poderá captar recursos do CNPq, Capes, Fapergs e Finep e reunir técnicos e pesquisadores voltados aos estudos da flora, fauna, paleontologia e biodiversidade. Investimento estratégico de suporte à crise climática e infraestrutura para conservação e desenvolvimento sustentável
INGA MENDES
Vice-presidente da Associação Amigos Pró-Desenvolvimento do MCN – Porto Alegre
Macaco malandro
Perguntei ao ChatGPT sobre o ditado "Macaco malandro não bota a mão em cumbuca". Resposta: "Quem é esperto evita situações que podem trazer prejuízo ou das quais será difícil sair. A origem está em um método tradicional de captura de macacos. Coloca-se alimento dentro de uma cumbuca (um recipiente estreito). Ele enfia a mão para pegar a comida, mas, ao fechar a mão em torno dela, não consegue retirá-la pela abertura. Em vez de soltar o alimento e escapar, insiste em mantê-lo e acaba sendo capturado. Daí surgiu a lição: a pessoa prudente evita cair em armadilhas". Fica a dica aos "macacos Gersons" que habitam o Planalto Central e outras matas do nosso Brasil.
NELSON NOSCHANG
Administrador – Porto Alegre
Iluminismo sombrio
Fiquei perplexo com o texto assinado pela reitora e pelo vice-reitor da UFRGS (ZH, 1º/9). No artigo, eles relatam um "enfraquecimento das universidades" por motivos como: disseminação sistemática de desinformação e ação de grandes conglomerados educacionais. O fato é que um dos principais indicadores da qualidade de uma universidade é a geração de publicações em periódicos reconhecidos. Deixando de lado a narrativa woke abundante no texto como "criatividade, diversidade, soberania, democracia, iluminismo sombrio", a pergunta que vale é: como anda a produção científica reconhecida da UFRGS? É isso que interessa, pois o resto é conversa fiada.
CASSIO HERVÉ
Aposentado – Porto Alegre

