Por Ingo Voelcker, CEO da Auxiliadora Predial, empresa que completa 95 anos em 2026
Qual é o segredo para uma empresa atingir a longevidade? O legado de uma marca não se constrói do dia para a noite, muito menos segue receitas prontas. Para garantir que uma organização persista e seja lembrada por 70, 80 ou 90 anos é preciso, principalmente, resiliência.
Para permanecer relevante, a empresa precisa acompanhar a transformação das famílias e dos espaços urbanos. Entender o que muda no cotidiano do país, com alterações econômicas, políticas e sociais, permite uma adaptação muito mais assertiva às tendências de mercado. Reformas estruturais, como a tributária ou a trabalhista, devem estar constantemente no radar das equipes, inclusive para embasar estratégias de comunicação que garantam a coerência dos valores da marca diante de novos cenários.
Entre as transformações recentes do mercado também está a expansão do ESG (Ambiental, Social e Governança) no cotidiano da empresa, que incorpora metas sustentáveis à rotina dos colaboradores. A lógica de unir o meio ambiente ao desenvolvimento econômico exige responsabilidade contínua e abre espaço para uma atuação pelo compromisso com o propósito.
Nos setores que lidam diretamente com o consumidor final, governança e transparência são pilares ainda mais fundamentais. Em um mundo hiperconectado como o que vivemos, o grande diferencial competitivo passa a ser o atendimento humanizado e a escuta qualificada, ferramentas essenciais para construir e manter uma relação de confiança ao longo das gerações.
A perenidade de uma organização se mede pela capacidade de se manter presente e essencial na vida das pessoas
É nesse ponto que a tecnologia entra como aliada, desde que dosada na medida certa. Equilibrar inovação e legado segue sendo um desafio para grande parte das empresas que conquistam a maturidade. A onda de aplicativos, automação e inteligência artificial deve servir para eliminar burocracias, enquanto a empatia e a sensibilidade continuam sendo o motor que resolve os problemas complexos dos clientes.
No fim das contas, a perenidade de uma organização se mede pela capacidade de se manter presente e essencial na vida das pessoas. Atravessar décadas de mudanças e concorrência é um feito complexo e que deve ser visto com orgulho por quem faz parte de sua história.

