Por Douglas Martello, presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) e prefeito de Alvorada
Pela primeira vez em seus 41 anos de história, a Associação dos Municípios da Grande Porto Alegre (Granpal) reuniu pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul e ao Senado Federal para discutir as pautas de interesse da Região Metropolitana. Foram dois debates realizados no Instituto Caldeira, com presença expressiva de lideranças políticas, autoridades e imprensa. Duas tardes ricas em propostas e ideias para a região mais populosa do Estado e uma das maiores do país.
Os números explicam por que essa conversa precisava acontecer. A Grande Porto Alegre soma hoje mais de 3,8 milhões de habitantes em 27 municípios e responde por 40% do PIB gaúcho. É a região que concentra a maior parte do comércio, da indústria e dos serviços do Rio Grande do Sul. Quem gerir o Estado a partir de 2027 vai governar, na prática, o cotidiano dessa população. Daí a importância de que o próximo governador e os dois senadores eleitos assumam compromissos claros com a região.
É a região que concentra a maior parte do comércio, da indústria e dos serviços do RS
O manifesto que a entidade entregou aos pré-candidatos nas duas ocasiões reúne as principais angústias dos prefeitos, e cada uma delas tem endereço na vida do morador. O sistema de proteção contra cheias, prioridade absoluta depois de tudo o que a região viveu em 2024, decide se uma família dorme tranquila quando a chuva se intensifica. A integração do transporte metropolitano define quanto tempo o trabalhador que cruza municípios todos os dias passa dentro do ônibus, longe de casa. E a aplicação de pelo menos 12% do orçamento em saúde se traduz em fila menor no posto e atendimento mais ágil no hospital.
O que aperta o sapato dos prefeitos é o mesmo problema que bate à porta do cidadão. Ao colocar a questão metropolitana no centro da campanha, a Granpal cumpriu seu papel. As luzes, desta vez, se voltaram para as nossas cidades. Os pré-candidatos ouviram, apresentaram propostas e assumiram posições públicas. Cabe agora aos prefeitos e a cada eleitor da região fiscalizar e cobrar que os compromissos de hoje virem ação de quem for eleito.



