Por Oswaldo Dalpiaz, presidente do Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe)
Recentemente comemoramos o Dia da Educação e fica o convite à reflexão sobre aquilo que permanece essencial, mesmo em meio às transformações aceleradas do nosso tempo. A educação continua sendo o principal caminho para o desenvolvimento humano e talvez nunca tenha sido tão desafiada a se reinventar.
Vivemos uma era em que a inteligência artificial e outras tecnologias são capazes de produzir respostas, organizar informações e executar tarefas com rapidez e precisão. Diante disso, cresce a tentação de associar o futuro da educação à tecnologia. No entanto, o ponto central não está no que as máquinas são capazes de fazer, mas naquilo que permanece exclusivamente humano.
A missão da educação formal que se materializa na escola, vai além da mediação do conhecimento. Ela envolve formar pessoas capazes de conviver, respeitar as diferenças, exercer a cidadania e atuar com comprometimento e responsabilidade no mundo em que vivem.
Se o acesso à informação está cada vez mais democratizado, o desafio deixa de ser "ensinar o conteúdo" e passa a ser ensinar a pensar sobre ele e também sobre as próprias tecnologias. Em um cenário em que as máquinas produzem respostas, a educação precisa formar quem saiba fazer perguntas.
A inteligência artificial pode ser uma aliada importante nesse processo. Mas ela não substitui a empatia, a convivência, o julgamento ético nem a capacidade de construir relações, elementos que estão no centro da formação humana.
É justamente nesse ponto que a educação se torna ainda mais essencial
Por isso, mais do que nunca, a educação precisa reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento integral. Isso inclui não apenas o domínio de conhecimentos, mas também o fortalecimento de competências socioemocionais, como empatia, resiliência e capacidade de diálogo.
O futuro não será definido por máquinas ou por humanos isoladamente, mas pela forma como conseguiremos integrar tecnologia e humanidade. E é justamente nesse ponto que a educação se torna ainda mais essencial.



