Por Fabio Rua, vice-presidente da General Motors América do Sul
Há transformações que só ficam visíveis quando se olha de fora. Uma delas é a dimensão do que Gravataí construiu nos últimos 25 anos. Para quem vive no município talvez seja difícil perceber, porque transformações profundas têm esse efeito: tornam-se parte da paisagem. Mas o que aconteceu neste pedaço do RS revela o poder transformador da indústria. Em 2000, quando o Complexo Industrial Automotivo de Gravataí foi inaugurado, a cidade ocupava a 12ª posição no PIB do Estado; hoje, está entre as quatro maiores economias. Esse salto traduz oportunidades que mudaram a trajetória de milhares de famílias.
Esse é o papel estratégico da indústria. Quando uma planta se instala, ela constrói um ecossistema. O modelo sistemista, inédito no Brasil à época, criou um ambiente colaborativo que impulsionou a base industrial local.
Hoje, essa trajetória ganha um novo capítulo: o Chevrolet Sonic. Mais do que um novo produto, ele representa a maturidade de um ecossistema capaz de desenvolver tecnologia local e competir globalmente. Projetado por engenharia brasileira, o modelo reforça o papel da inovação nacional como motor da competitividade. Foram investidos R$ 1,2 bilhão e, desse total, R$ 460 milhões foram direcionados para pesquisa e desenvolvimento entre 2023 e 2026, resultando em um veículo com 80% de conteúdo produzido no Brasil.
Um modelo de negócio que reforça o compromisso com o Rio Grande do Sul
A chegada do Sonic evidencia o que acontece quando política industrial e investimento privado caminham na mesma direção. O resultado aparece na qualidade produtiva. Gravataí hoje é referência em sustentabilidade, com práticas como zero aterro e ampliação do uso de energia renovável, incluindo o biometano. Um modelo de negócio que reforça o compromisso de longo prazo com o RS e com as pessoas.
O desenvolvimento do Sonic também elevou o padrão da operação, com a incorporação de tecnologias de manufatura, como inteligência artificial e realidade virtual, além de um programa de capacitação com mais de 2,1 mil horas de treinamentos para as equipes. O Sonic carrega o legado de sucesso do Celta, do Prisma e do Onix. O desenvolvimento industrial não transforma apenas cidades; ele redefine trajetórias. Gravataí e o RS são prova disso. A história que começou há 25 anos ganha agora o seu próximo capítulo.

