Por Ederson Daronco, presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (SindsegRS)
Dois anos após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul quase que por completo, o Estado ainda convive com os efeitos de uma tragédia que expôs fragilidades e nos colocou à prova. O cenário não apenas mobilizou esforços emergenciais, como também colocou em debate a forma como a sociedade gaúcha enxerga a prevenção e a proteção diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes.
Milhares de famílias foram impactadas, empresas interromperam suas atividades e municípios inteiros precisaram reorganizar suas rotinas. Além disso, o custo foi astronômico, gerando cerca de R$ 100 bilhões em prejuízo para os gaúchos. A resposta exigiu agilidade e articulação entre todos os setores da sociedade. O mercado segurador assumiu um papel decisivo, devolvendo mais de R$ 6 bilhões com uma agilidade nunca vista, garantindo recursos para a reconstrução de patrimônios, a retomada de negócios e o amparo a milhares de gaúchos.
Valores pagos em indenizações representaram a possibilidade concreta de recomeço
Mais do que números, os valores pagos em indenizações representaram a possibilidade concreta de recomeço. Cada devolução representou uma pequena salvação, um paraquedas, em um momento de extrema dificuldade na vida da população. O cenário reforçou a percepção do seguro como um instrumento essencial não apenas para indivíduos e empresas, mas para a estabilidade econômica de uma sociedade inteira.
Desde então, a intensificação dos eventos climáticos faz com que a cultura de prevenção, em todos os âmbitos, esteja no centro do debate. É de suma importância que a cultura do seguro se expanda ainda mais no Rio Grande do Sul, visando proteger mais residências, negócios e cadeias produtivas, especialmente em um contexto de maior vulnerabilidade ambiental.
Ao mesmo tempo, o desafio que se impõe é coletivo. Reconstruir não é apenas sobre reerguer estruturas, mas sobre fortalecer mecanismos que tornem a sociedade mais resiliente. Estamos diante de um futuro incerto, mas é certo que as seguradoras estão preparadas para garantir a segurança e o desenvolvimento do Estado.