Por Arcione Piva, presidente do Sindilojas Porto Alegre
O varejo sempre foi um reflexo direto do comportamento da sociedade. Quando as pessoas mudam, o setor muda junto. O que vivemos hoje não é apenas uma transição tecnológica, mas uma mudança profunda na forma como consumidores se relacionam com marcas, produtos e serviços. Por isso, quando falamos sobre o futuro, é importante deixar claro que ele já começou e está diretamente ligado à experiência que entregamos ao cliente.
Inteligência artificial, automação, dados, plataformas digitais e novos canais de venda deixaram de ser tendência para se tornarem parte do dia a dia dos negócios. No entanto, o verdadeiro diferencial competitivo não está apenas na adoção dessas ferramentas, mas na forma como elas são usadas para aproximar pessoas, simplificar jornadas e criar relações mais humanas, relevantes e personalizadas.
O varejo que cresce é aquele capaz de equilibrar tecnologia e sensibilidade, dados e escuta, inovação e relacionamento
O consumidor atual valoriza conveniência, mas também quer atenção, propósito e conexão. Ele espera eficiência nos processos, mas não abre mão do contato humano, da empatia e do atendimento qualificado. O varejo que cresce é aquele capaz de equilibrar tecnologia e sensibilidade, dados e escuta, inovação e relacionamento. Não adianta conhecer tudo sobre quem está comprando o seu produto se você não souber encantar o cliente no atendimento. Empatia e felicidade andam de mãos dadas com as boas vendas.
É com esse olhar que preparamos a Feira Brasileira do Varejo 2026 — que ocorre entre os dias 20 e 22 de maio, no Centro de Eventos Fiergs — como um espaço para discutir o presente e preparar o futuro, reunindo varejistas, especialistas, empresas e lideranças para trocar experiências, compartilhar conhecimento e gerar oportunidades reais. Mais do que apresentar tendências, queremos propor reflexões práticas sobre como aplicar inovação, tecnologia e gestão de forma integrada à realidade dos negócios.
O futuro do varejo não será definido apenas por quem adota novas ferramentas, mas por quem entende que, no centro de toda transformação, continua existindo algo essencial: as pessoas. E é essa conexão entre tecnologia, estratégia e humanidade que seguirá fazendo a diferença.