Por Irmã Celassi Dalpiaz, diretoria do Colégio Santa Inês
Novamente iniciamos um ano letivo, que idealmente deve ser inaugurado sob a aura do respeito, da confiança e de valores essenciais que norteiam as relações humanas. Imaginemos crianças e adolescentes que chegam, pela primeira vez, a esse lugar tão mágico e humano, onde todos nos constituímos sujeitos dessa convivência. O que esperamos é encontrar pessoas que nos impactem positivamente. O primeiro dia torna-se inesquecível quando encontramos um professor disposto a criar vínculos afetivos, capaz de nos dar segurança, e colegas que nos estendam a mão, dispostos a caminhar conosco. A escola precisa ser um lugar para ser, viver, conviver e aprender.
Imaginemos um adolescente no auge da construção de sua identidade, repleto de indagações e com sede de respostas que o ajudem a construir seu projeto de vida. Nessa etapa, seus professores farão a diferença à medida que alimentarem sua curiosidade com mais perguntas e fomentarem valores, auxiliando-o na busca por respostas. Assim, o espaço escolar torna-se um lugar para viver a cidadania.
Gosto de imaginar a potência de um grupo de educadores arquitetando essa conspiração da esperança. Juntos, somos ensinantes e aprendentes
Pensemos naquele jovem prestes a encerrar seu ciclo escolar, cheio de medos e expectativas: o receio de deixar a adolescência, de ingressar na vida adulta, de fracassar, de desagradar os pais ou de não saber o que realmente deseja. Mais uma vez, estamos lá, como mestres, ajudando-os a refletir sobre a arte de fazer escolhas e a desbravar caminhos que apontem possibilidades de autorrealização.
As memórias do primeiro dia nunca esquecemos. Essas vivências são vitais para o desenvolvimento da autoconfiança e da capacidade de construir, de forma cooperativa, o próprio projeto de vida. Gosto de imaginar a potência de um grupo de educadores arquitetando essa conspiração da esperança. Juntos, somos ensinantes e aprendentes. Nenhuma tecnologia substitui a arte do afeto. A escola foi feita para humanizar, criar memórias, encorajar quem começa e orientar quem já viveu muitos recomeços.


