Por Ruben Antônio Bisi, coordenador do projeto do Porto Meridional na Diretoria de Infraestrutura do MobiCaxias
O Rio Grande do Sul começa 2026 com um avanço concreto em uma de suas agendas mais estratégicas: a da infraestrutura logística. O Porto Meridional, em Arroio do Sal, passou a ocupar, de forma definitiva, o campo das iniciativas maduras, reguladas e tecnicamente estruturadas. A autorização do Ibama para a realização de audiência pública e a aprovação da atualização do plano diretor do município consolidaram um ciclo de segurança jurídica, alinhamento institucional e robustez ambiental raro em projetos greenfield no país.
A autorização do Ibama sinaliza algo fundamental: o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental foi considerado apto para análise. Significa que todas as informações solicitadas foram apresentadas de forma completa e transparente. A audiência pública, prevista para o início deste ano, será o espaço adequado para aprofundar o diálogo, esclarecer dúvidas e reforçar compromissos.
É um projeto avançado, com apoio institucional, rigor ambiental e visão de futuro
Enquanto isso, o planejamento urbano local também evoluiu. A atualização do plano diretor, aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal, confirma que Arroio do Sal quer e está preparada para receber um investimento capaz de reposicionar o Litoral Norte e fortalecer toda a economia gaúcha. Isso porque se trata de um porto onshore, com alto grau de atratividade para investidores e operadores logísticos, fora da faixa de areia, integrado ao território e com livre acesso à praia.
Com capacidade projetada para movimentar até 53 milhões de toneladas por ano e investimento privado de R$ 6 bilhões, o Porto Meridional atenderá a demandas reprimidas e reduzirá gargalos históricos.
Para o setor produtivo, especialmente o da Serra, representa agilidade, redução de custos e novas rotas de competitividade, podendo tornar a cabotagem uma alternativa viável. Para o Estado, significa reter cargas que hoje saem por outros portos, gerar empregos, atrair operadores internacionais e estimular cadeias logísticas mais modernas e sustentáveis.
Entramos em 2026 com a convicção de que o Porto Meridional não é mais um sonho distante. É um projeto avançado, com apoio institucional, rigor ambiental e visão de futuro.




