Por Por Fernando Goldsztein, fundador do The Medulloblastoma Initiative, conselheiro da Children's National Foundation e MBA, MIT Sloan School of Manangemnt
Confesso que tenho dirigido um pouco distraído pelas ruas de Porto Alegre. Sei que está errado. Qualquer descuido, mesmo que seja por apenas uma fração de segundo, pode causar um acidente. Porém, não consigo resistir à tentação – é mais forte do que eu.
Já adianto que não é o celular que me distrai. Não sou daqueles que fica espiando mensagens com uma das mãos enquanto segura o volante com a outra. Deus me livre! O que tem desviado minha atenção neste início de verão é a floração dos Flamboyants vermelhos pela cidade. São exuberantes! Sua copa é larga e espalhada, com galhos bem horizontais, e suas flores vermelho-vivas, em grande quantidade, formam verdadeiras "nuvens" de cor. Essa combinação faz do Flamboyant uma espécie quase escultural. Originária da ilha de Madagascar, é considerada uma das árvores mais belas do mundo.
É possível que muitos ainda não tenham percebido a beleza dessas árvores
Eles estão por todos os lados: nos jardins das casas, nos canteiros, nas praças e nos parques. Suas flores vermelhas, em contraste com as folhas verdes e sob o céu azul de brigadeiro, oferecem uma paisagem de encher os olhos. Não foi nem uma nem duas vezes que cheguei a estacionar o carro para fotografar essas belas árvores.
Se você, assim como eu, notou a floração dos Flamboyants, sabe bem do que estou falando. Mas, é possível que muitos ainda não tenham percebido a beleza dessas árvores. Afinal, vivemos sempre correndo atrás dos ponteiros do relógio, grudados nos nossos celulares, respondendo mensagens ou assistindo feeds infinitos nas redes sociais. Para essas pessoas, não notar os Flamboyants é apenas a ponta do iceberg. Provavelmente, elas estão deixando de apreciar muitas outras coisas belas da vida. Ainda não se deram conta de que o tempo passa bem mais depressa do que imaginamos.
Finalizo este texto com uma frase contundente – porém verdadeira e, mais do que tudo, necessária: Viva sempre como se fosse o último dia da sua vida, pois, um dia, você vai acertar.

