Por Ir. Marcelo Bonhemberger, vice-reitor da PUCRS e Jorge Audy, superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS e do Tecnopuc
Durante o Jubileu da Educação Global em Roma, foi lançada a primeira Carta Apostólica do papa Leão XIV, reforçando a importância e atualidade da educação. Hoje, vivemos em uma sociedade cada vez mais complexa, com um ambiente educativo igualmente desafiador, fragmentado e diretamente afetado pelos avanços tecnológicos. Ao longo dos séculos, a educação renovou-se e inspirou novas abordagens e práticas pedagógicas. Passou a ser um direito inalienável do ser humano, reconhecido na Declaração dos Direitos Humanos da ONU, de 1948. Evoluiu conciliando fé e razão, pensamento e vida, saber e justiça.
Um momento relevante foi a declaração de John Henry Newman, autor de um livro seminal sobre a universidade no século 18, como copatrono da missão educativa. Ele reafirmou o direito de todos a uma educação que respeite a dignidade de cada pessoa e dialogue com a sociedade. A educação é a única forma de termos paz no mundo: ao compartilharmos valores globais como amor e solidariedade, ajudando as pessoas a descobrir o sentido da vida, a dignidade e a responsabilidade para com os outros.
Para falar às novas gerações, a carta aponta três prioridades
Para falar às novas gerações, a carta aponta três prioridades. A primeira diz respeito à vida interior: os jovens exigem profundidade, espaços para o silêncio, presença e diálogo. A segunda refere-se às novas tecnologias: educar para o uso íntegro da inteligência artificial, colocando a pessoa acima do algoritmo e harmonizando as inteligências técnica, emocional, social, espiritual e ecológica. A terceira trata do desarmamento e da construção da paz: educar em linguagens não violentas, reconciliar e construir pontes, não muros.
A educação deve formar cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade e capazes de enfrentar novos desafios, pois cada geração traz novas perguntas, sonhos e realidades. Assim, a educação não pode ser improvisada. Deve conectar e construir em comunidade, envolvendo as famílias, os governos e a sociedade civil, orquestrando uma constelação de esperança por um futuro melhor.




