Por Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
No mês da Semana Farroupilha, é tempo de reafirmar a identidade do Rio Grande do Sul. Além dos costumes que orgulham essa história, outra tradição merece reconhecimento: a produção de proteína animal, que une campo, tecnologia e desenvolvimento econômico.
O produtor gaúcho transformou a criação de aves e suínos em símbolo de resiliência. Mesmo em um período de desafios, marcado por desastres climáticos e ameaças sanitárias, como casos pontuais de Influenza Aviária e Doença de Newcastle, o Estado respondeu com agilidade e transparência. A atuação das autoridades e do setor privado reforçou a biosseguridade e consolidou o RS como fornecedor confiável de alimentos ao Brasil e ao mundo.
O produtor gaúcho transformou a criação de aves e suínos em símbolo de resiliência
Os números de 2024 confirmam essa força. No segmento de ovos, o Estado lidera com 6,5 mil toneladas exportadas, 35% do total nacional. No abate de frango, é o terceiro maior produtor, com 628 milhões de aves, 11,5% do total, e quase 700 mil toneladas exportadas, cerca de 14% do mercado brasileiro. A suinocultura reforça esse orgulho: 9,1 milhões de suínos abatidos, 19,5% da produção nacional, e mais de 290 mil toneladas exportadas, garantindo a segunda posição entre os estados embarcadores.
Esses resultados refletem investimentos em pesquisa, inovação, bem-estar animal e, sobretudo, a dedicação de mais de 4 milhões de brasileiros envolvidos direta ou indiretamente nas cadeias produtivas representadas pela ABPA. A entidade, ao lado de empresas, cooperativas e produtores, atua para abrir mercados e enfrentar crises com responsabilidade.
Celebrar a Semana Farroupilha é reconhecer que a tradição gaúcha vai além da memória histórica. Ela está nas granjas, frigoríficos e portos, onde trabalho e compromisso com a qualidade transformam proteína animal em desenvolvimento. O churrasco multiproteínas, que reúne famílias e amigos, é também a ponta de uma engrenagem que movimenta a economia, gera empregos e projeta o Rio Grande do Sul no cenário global. É a tradição viva que alimenta e impulsiona o futuro.

