Por Diógenes Zan, professor de medicina, neurologista e neurointervencionista
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. No Dia Mundial do AVC, celebrado hoje (29), é crucial reconhecer os sinais e buscar atendimento rápido para salvar vidas e minimizar sequelas. Estima-se que uma em cada quatro pessoas terá um AVC ao longo da vida, tornando-o um grave problema de saúde pública.
No Brasil, o AVC representa uma carga enorme para o Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2023, mais de 240 mil brasileiros foram hospitalizados por causa da doença, resultando em um custo estimado de R$ 2,3 bilhões. No Rio Grande do Sul, mais de 17 mil pessoas sofreram um AVC neste ano, com 2.302 mortes registradas, e gastos em internações ultrapassando R$ 40 milhões.
Iniciativas como a Cidade Angels em Sapucaia do Sul mostram que é possível fazer a diferença. O município é um modelo de atendimento especializado ao AVC, sendo o segundo do mundo a receber essa certificação.
Com a parceria do Programa Angels — uma iniciativa global da Boehringer Ingelheim e da World Stroke Organization — Sapucaia do Sul está capacitada para atender pacientes rapidamente
Com a parceria do Programa Angels — uma iniciativa global da Boehringer Ingelheim e da World Stroke Organization — Sapucaia do Sul está capacitada para atender pacientes rapidamente.
A capacitação abrange desde Unidades de Pronto Atendimento até o Samu, assegurando que os pacientes sejam rapidamente encaminhados a hospitais com equipe especializada. O programa Fast Heróis integra a educação à prevenção do AVC, capacitando mais de 3,9 mil crianças de 24 escolas municipais em 2023 para reconhecer sinais de AVC e agir rapidamente.
O sucesso de Sapucaia do Sul como Cidade Angels é um exemplo a ser replicado. Ao integrar educação, saúde pública e resposta eficiente, a cidade demonstra como salvar vidas e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Neste Dia Mundial do AVC, lembre-se: “tempo é cérebro”. O Rio Grande do Sul, com 28 Centros de AVC habilitados, é um exemplo de como políticas públicas podem mudar o cenário do AVC no país.

