Onyx Lorenzoni, deputado federal (DEM-RS), Ministro-Chefe da Casa Civil

O que faz deste momento um tempo diferente para o Brasil? A indignação e o desalento com o passado recente? Ou o desejo de mudar e a esperança por um futuro distinto? Quem andou pelo Brasil sabe que a somatória dos dois quesitos fez de Bolsonaro o presidente do Brasil.
E, para fazer deste país uma nação com mais justiça social e progresso, algumas mudanças são imprescindíveis. Há mais de duas décadas se sabe que corrigir a previdência é fundamental. Algumas tentativas foram feitas. Outras apenas ensaiadas. E, diante da impopularidade das medidas ou dos governos à época, elas foram, imprudentemente, deixadas para trás.
Um elemento basilar dessa transformação do Brasil é a Nova Previdência. Ela foi desenhada cuidadosamente para preservar direitos de quem está prestes a se aposentar e garantir que os já aposentados e os futuros continuem a receber suas aposentadorias. Na forma como é, hoje, infelizmente, o sistema não sobreviverá. Simples assim. É aritmética pura. A proposta entregue, pessoalmente, pelo presidente ao Congresso Nacional, contempla a correção do sistema, a equiparação entre os cidadãos e o fim de privilégios, o olhar fraterno sobre os mais necessitados, com um benefício às pessoas de baixa renda a partir de 60 anos, além do novo regime de capitalização por poupança.
Cabe lembrar que a poupança é um investimento seguro, sem incidência de impostos e garantido pelo governo. A proposta enviada nos aproxima das principais nações democráticas do mundo. O resultado para as finanças do país possibilitará crescimento econômico sustentável, com aumento dos níveis de poupança – hoje apenas 15,5% do PIB. Especialistas garantem que, se a poupança chegar a 20% do PIB, o crescimento de 3% ao ano está garantido. Além disso, o Brasil recuperará a capacidade de investimentos em segurança, infraestrutura, saúde e ensino. Porque, sem a Nova Previdência, tudo o que o país arrecada irá será para pagar os pensionistas.
Essas mudanças colocarão o Brasil na rota dos investimentos internacionais, de onde nos afastamos. Segurança, previsibilidade e cumprimento das regras do bom direito são pontos essenciais para a confiança de investidores.
Muitas têm sido as manifestações contra a Nova Previdência: seja por desconhecimento, pela vontade de alguns que o Brasil não dê certo, para desgastar o governo ou porque tem gente que é contra qualquer evolução. Mas a verdade é matemática. Se não houver uma mudança imediata, os efeitos negativos recairão sobre todos os brasileiros, aposentados ou não. Todos sabem que é urgente reduzir privilégios, equiparar contribuintes e aperfeiçoar critérios de idade e tempo de contribuição. A Nova Previdência é o início de um novo Brasil, mais justo e próspero. Um país do tamanho da esperança dos brasileiros.