Por Nelson P. Sirotsky, publisher e presidente do Conselho da RBS
Acompanho Copas do Mundo desde 1966. Com 13 anos, fui levado por meu pai à Inglaterra, onde ele coordenou a cobertura da Rádio Gaúcha. A partir da década de 1970, como executivo da RBS, me envolvi ainda mais na cobertura das Copas. Estive presencialmente em oito Mundiais e acompanhei com atenção todos os demais. Com base nessa experiência, ouso dizer que esta Copa do Mundo da América do Norte, além de ser a maior com seus 104 jogos acompanhados presencialmente por milhões de torcedores em estádios superlotados, é também a melhor de todos os tempos, pois deixa como legado que o futebol totalmente globalizado se consolida como o maior espetáculo da Terra, assistido por bilhões de pessoas simultaneamente.
A cada edição de uma Copa do Mundo, a RBS prepara-se com entusiasmo para fazer uma cobertura completa
Claro que para nós, brasileiros, o campeonato mundial de 2026 teria sido muito mais entusiasmante se a nossa Seleção não tivesse fracassado uma vez mais tão prematuramente. As razões desse insucesso já estão sendo analisadas com competência pelo jornalismo profissional esportivo, que deve continuar fiscalizando e cobrando da CBF, em nome dos torcedores, novos rumos para o nosso futebol.
A cada edição de uma Copa do Mundo, a RBS prepara-se com entusiasmo para fazer uma cobertura completa, responsável e consequente, que em muitos momentos vai além do futebol. Precisa ser também divertida e totalmente voltada para os interesses do nosso público. Para a Copa que está terminando, mobilizamos não apenas 22 profissionais designados para trabalhar ao vivo nos três países-sede, mas também diversos comunicadores e centenas de outros colaboradores onde houvesse fatos e personagens inseridos no contexto da festa esportiva. O material produzido durante a competição alimentou nossas mídias tradicionais e nossos canais digitais, chegando às pessoas da maneira como elas escolhem receber.
Mais de 35 milhões de pessoas acessaram os conteúdos produzidos pela RBS ao longo da Copa até as semifinais. Dessas, conforme demonstram os dados de aferição de audiência e alcance, 9,2 milhões são gaúchas e 25,8 milhões de fora do Estado. É um orgulho constatar que a RBS levou informação, emoção e diversão a tantas pessoas durante a competição, desde o início cheio de esperança para todos até esta final entre a qualidade coletiva da Espanha e a garra “Messiânica” da Argentina.
Cada Copa traz aprendizados para os profissionais da RBS e novas oportunidades para o aperfeiçoamento do nosso trabalho integrado. Em consequência, já estamos nos preparando para a cobertura do Mundial de 2030, conscientes de que será novamente o maior espetáculo esportivo do planeta.


