Por Nelson P. Sirotsky, publisher e presidente do Conselho da RBS
Uma empresa de comunicação precisa buscar, de forma permanente, instrumentos que lhe permitam compreender como o público percebe seu papel, a qualidade do seu trabalho e a relevância de sua contribuição à sociedade. Na RBS, esse exercício de aferições é feito a todo momento, pela análise das audiências de cada um de nossos veículos e comunicadores, do seu alcance, crescimento de seguidores, número de assinantes, engajamentos e todos os retornos do público. Comentários de usuários, telespectadores, ouvintes e leitores nos dão feedback instantâneo, oferecendo indicações valiosas sobre acertos, erros, lacunas e oportunidades de aprimoramento. Esse monitoramento sistemático orienta decisões editoriais, de produtos e estratégicas, e sustenta também outras iniciativas da empresa.
Esse monitoramento sistemático orienta decisões editoriais, de produtos e estratégicas, e sustenta também outras iniciativas da empresa
A esses termômetros permanentes somam-se pesquisas destinadas a aprofundar essa compreensão. Por exemplo: desde 2021, realizamos, em parceria com o Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), um levantamento qualitativo que capta a percepção de lideranças empresariais, anunciantes, autoridades e formadores de opinião do Rio Grande do Sul em relação à atuação do Grupo RBS. Trata-se de uma avaliação estruturada, que complementa outras iniciativas, como ouvidorias com diferentes setores e entidades, sempre com o objetivo de aprimorar nosso jornalismo e aperfeiçoar nossos conteúdos.
Compartilho aqui alguns dos resultados da pesquisa IPO do final de 2025, dando a transparência que temos neste espaço semanal com os leitores. O estudo conclui que a identidade construída a partir do posicionamento do Grupo RBS vem alcançando crescente reconhecimento e consolidando uma imagem positiva diante da amostra pesquisada. Credibilidade e seriedade jornalística contribuem para a liderança e a relevância dos comunicadores da RBS na comunicação gaúcha.
Um dado importante que a pesquisa IPO mostra é que a imagem positiva da RBS está crescendo. Em 2021, era de 70%. Em 2025, passou para 97,1%. Este indicador se ancora em três dimensões principais de percepção dos entrevistados.
A primeira é a proximidade: traduzida pela capilaridade territorial, pelo fato de estarmos em muitas cidades com emissoras e operações de jornalismo, presença cotidiana nos lares gaúchos, ou atuação em momentos críticos como o da enchente de 2024.
A segunda é a pluralidade: o esforço consistente de ouvir diferentes lados e dar espaço a múltiplas vozes no debate público.
E a terceira é a relevância: o entendimento de que a RBS é referência informativa, organizadora do debate público e da agenda estadual.
Na pluralidade, embora tenhamos evoluído de 61,4% em 2021 para 82,4% em 2025, ainda não chegamos ao ponto que queremos: dar voz a todos e ter diferentes matizes na opinião, sempre com muita responsabilidade editorial.
A pesquisa, por seus resultados positivos, não nos paralisa, pelo contrário: ela nos estimula a seguir perseguindo nosso propósito de que, através do jornalismo profissional, além de contribuirmos com o processo de informação das pessoas sobre a realidade dos fatos, também participemos do esforço pelo desenvolvimento do Rio Grande do Sul e do Brasil.



