
O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (7), a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador do país no Brasil. Ele recebeu 51 votos a favor e 47 contrários. O republicano foi indicado pelo presidente Donald Trump.
Apesar da aprovação pelo Senado norte-americano, o deputado estadual da Flórida ainda depende do aval do Itamaraty para assumir o posto diplomático em Brasília. Caberá ao governo brasileiro conceder ou não a autorização necessária para que um embaixador estrangeiro possa exercer suas funções no país. Processo conhecido como agrément.
A votação fez parte de um pacote com 74 indicações para cargos na diplomacia dos Estados Unidos, no Departamento de Estado e em 17 embaixadas, entre elas as do Brasil, Noruega, Austrália, Jamaica, Eslováquia, Camboja e Gâmbia.
A lista de indicações contou ainda com a aprovação de: Christopher Phelan para presidente do Conselho de Assessores Econômicos, Brett Matsumoto para Comissário do Escritório de Estatísticas de Emprego (BLS, em inglês) do Departamento do Trabalho e Francis Brooke como vice-secretário do Tesouro.
Quem é Daniel Perez
Daniel Perez tem 38 anos e preside, desde 2024, a Câmara dos Representantes da Flórida pelo Partido Republicano. No ano passado, ele chegou a ser citado como possível candidato ao cargo de procurador-geral do estado.
As raízes de Perez chamam a atenção: ele é filho de imigrantes cubanos, mas nasceu em Nova York, mudando-se para a Flórida ainda criança. É formado em Direito pela Loyola University New Orleans, casado e pai de três filhos.
Na vida política, Perez foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2017. Entre as pautas que já trabalhou no Legislativo da Flórida, estão temas ligados ao bem-estar infantil, saúde, fortalecimento das famílias, educação e integridade eleitoral.
Sua atuação é marcada por posições conservadoras, alinhadas à redução de impostos, fortalecimento do comércio local, reformas no sistema de justiça criminal, além de um posicionamento firmemente anticomunista.
Perez foi escolhido por Trump, em junho para ocupar o posto, que está vago desde o retorno do presidente à Casa Branca, em janeiro de 2025.






