
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou neste domingo (9) o plano para Gaza apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que suas tropas não deixarão o território palestino até que o movimento islamista Hamas esteja “realmente desarmado”.
— Israel rejeita o documento de 15 pontos. As FDI (Forças de Defesa de Israel) não realizarão nenhuma retirada até que o Hamas esteja efetivamente desarmado e continuarão neutralizando as ameaças contra nossas forças e nossos cidadãos — declarou Netanyahu durante uma reunião de gabinete.
O documento de 15 pontos faz parte da etapa seguinte do acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025, que reduziu, mas não encerrou as operações israelenses em Gaza. A proposta prevê que o Hamas entregue suas armas a uma autoridade palestina ainda incipiente encarregada de governar o território.
O plano estabelecia que Israel começaria a retirar suas forças em paralelo ao desarmamento, ideia rejeitada de forma categórica pelo governo israelense, que exige o desarmamento completo do Hamas.
Após um representante do Conselho de Paz se reunir com Netanyahu na semana passada, o organismo idealizado por Trump para implementar o acordo passou a afirmar que Israel só teria de se retirar depois de um desarmamento “completo”. Netanyahu também foi pressionado por aliados de extrema direita a convocar uma nova votação no gabinete e pôr fim ao plano para Gaza.
O primeiro-ministro afirmou que Israel estava conversando com os Estados Unidos sobre suas objeções.
— Eles têm ideias; algumas são aceitáveis para nós e outras não, e sabemos como nos manter firmes nestas questões — disse.
Netanyahu indicou que o Hamas deve entregar todas as suas armas, objetivo que membros do Conselho de Paz consideram não ser realista.
— Estamos falando de um desarmamento real, não de um desarmamento fictício — declarou.

