Os Estados Unidos planejam atacar narcotraficantes "em terra", na América Latina, como já fazem em águas internacionais contra supostas embarcações que atuariam no contrabando de drogas. A confirmação foi feita pelo chefe do Pentágono, Pete Hegseth, no Panamá, nesta quinta-feira (13).
Desde setembro passado, os EUA promovem bombardeios aéreos contra supostas lanchas do narcotráfico no Caribe e no Oceano Pacífico. Os ataques deixaram ao menos 215 mortos.
Já os planos de operações antidrogas terrestres se enquadram nos esforços de uma aliança de 19 países liderada por Donald Trump, mas poderão ser ampliados, disse, sem detalhar locais, o secretário da Defesa americano a jornalistas que o acompanham no Panamá.
— Onde quer que trafiquem drogas ou ameacem o povo americano ou nossos parceiros, (essas organizações) são um alvo, assim como o Estado Islâmico ou a Al Qaeda — disse Hegseth
O Brasil não faz parte da aliança. Neste ano, a Casa Branca declarou as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas — o que poderia ser usado como justificativa para ataques.
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Detalhes do plano
Hegseth afirmou que, no curto prazo, os Estados Unidos esperam mobilizar, junto com seus aliados, uma "capacidade operacional como a que viram com os ataques às lanchas de drogas" no Caribe e no Pacífico.
Equador e Colômbia foram citados como parceiros dos americanos na iniciativa.
A Coalizão Anticartéis das Américas reúne países como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Honduras e Peru, com governos de direita.
Hegseth defendeu a letalidade dos ataques contra as supostas narcolanchas que, segundo juristas e organizações de defesa dos direitos humanos, podem constituir execuções extrajudiciais.
— Não vamos submetê-los a um processo judicial, onde sabemos que serão liberados. Vamos destruir estas redes com todas as capacidades do governo americano — ameaçou.
* AFP




