
As Forças Armadas do Iêmen, controladas pelos rebeldes houthis, anunciaram nesta segunda-feira (20) um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita. A medida entraria em vigor imediatamente e foi adotada sob o princípio de "bloqueio por bloqueio", com apoio do Irã.
Caso entre em vigor, o bloqueio aumenta a pressão sobre a economia saudita e os mercados globais, cortando o acesso do reino aos seus portos no Mar Vermelho. Os locais são cruciais para o comércio de petróleo, em um momento em que o Estreito de Ormuz já está fechado devido ao conflito entre Estados Unidos e Irã.
O anúncio dos houthis ocorre após trocas de tiros entre o Iêmen e Arábia Saudita na semana passada, colocando em risco o cessar-fogo negociado em abril de 2022.
Comunicado dos houthis
O comunicado do grupo iemenita não detalha como a proibição da navegação será implementada nem quais embarcações ou rotas serão consideradas alvo da medida.
Segundo o porta-voz militar dos houthis, o brigadeiro-general Yahya Saree, "o bloqueio imposto pelo inimigo saudita não pode ser aceito nem tolerado" e o povo iemenita "não pode continuar sofrendo sob um bloqueio injusto e sendo alvo de agressões sem tomar uma posição".
"Anunciamos a proibição da navegação marítima para o inimigo saudita, de acordo com o princípio de 'bloqueio por bloqueio'. A proibição entra em vigor imediatamente", declarou Saree.
Os houthis afirmaram ainda que estão "preparados para todas as opções" e ameaçaram responder a qualquer escalada da Arábia Saudita com uma reação "ampla e severa". O grupo também convocou a população a manter a mobilização geral, preparar-se para "todos os cenários e desdobramentos" e reforçar as frentes de combate.




