
O exército dos Estados Unidos anunciou neste domingo (19) que realizou uma nova onda de ataques contra o Irã pela nona noite consecutiva.
"Os ataques continuarão degradando as capacidades militares iranianas utilizadas para atacar navios comerciais e marinheiros civis que transitam pelo Estreito de Ormuz", afirmou o Comando Central dos Estados Unidos (CentCom) em uma publicação no X.
Os bombardeios ocorrem após a morte de três militares americanos no conflito nos últimos dias. Um militar morreu durante a detonação controlada de munição pertencente a um drone iraniano abatido no norte do Iraque, no sábado (18).
Na sexta-feira (17), dois soldados americanos morreram na Jordânia e restos não identificados foram encontrados na área.
Segundo um balanço do Ministério da Saúde iraniano, os bombardeios americanos deixaram ao menos 50 mortos e mais de 500 feridos desde 27 de junho.
Conforme o The New York Times, não há "qualquer sinal de diplomacia entre os dois lados". A publicação acrescenta que os Estados Unidos estão enviando mais aviões de guerra para o Oriente Médio. Consequentemente, o conflito pode se intensificar em breve.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ameaçou no sábado dar uma "lição inesquecível" aos Estados Unidos após a retomada de seus ataques contra o Irã. Ele também fez um apelo à unidade nacional diante do retorno da troca de ataques com os americanos.
Por sua vez, o general iraniano Ali Abdollahi garantiu que todo ataque americano enfrentará "uma resposta decisiva e devastadora", conforme noticiado por televisão estatal.
Ataques no Kuwait
O governo iraniano anunciou o lançamento de drones explosivos contra duas bases militares americanas no Kuwait, onde os Estados Unidos mantêm uma aliança militar e diplomática. Por sua vez, o Exército do Kuwait diz que interceptou ataque iraniano com drones.
"O Estado-Maior do Exército informa que qualquer explosão ouvida é resultado dos sistemas de defesa aérea que interceptam os ataques hostis", publicou o exército do Kuwait no X.


