
Os Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (22), que chegaram a um acordo de cooperação nuclear com a Arábia Saudita.
O tratado, que cria uma base legal para cooperação nuclear entre os países por 30 anos, deve ser assinado nesta quarta na Casa Branca.
"Esses dois acordos estabelecem, em conjunto, a base jurídica para uma parceria de várias décadas e de bilhões de dólares, que impulsionará diversos objetivos econômicos e estratégicos prioritários, incluindo a não proliferação nuclear", afirmou o Departamento de Energia dos Estados Unidos em um comunicado.
O acordo abre caminho para que o país norte-americano colabore com o desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita, permitindo a construção de uma instalação de enriquecimento de urânio no país. As informações são do g1.
A aprovação da proposta, porém, ainda depende da análise do Congresso dos EUA.
Troca de interesses
O tratado surge devido ao interesse dos dois países. Para o governo saudita, a ideia é utilizar a energia nuclear como diversificação da matriz energética do país, reduzindo as emissões de carbono, economizando petróleo e gás.
Já para Washington, o acordo trará vantagens estratégicas e econômicas, tornando os Estados Unidos o principal parceiro do programa nuclear saudita, reduzindo o espaço de concorrentes como China, Rússia, França e Coreia do Sul, segundo o g1.
Preocupações com o acordo
O anúncio ocorre em um momento de tensão com o acirramento da guerra entre os Estados Unidos e Irã. Devido às circunstâncias, alguns parlamentares dos Estados Unidos e autoridades internacionais demonstraram resistência à proposta, em razão dos riscos de uma possível corrida nuclear no Oriente Médio.
Segundo especialistas, apesar das aplicações civis, o enriquecimento de urânio pode ser usado para uso militar, produzindo material destinado a armas nucleares.
Relação com o irã
A Arábia Saudita e o Irã possuem grande rivalidade devido a uma disputa geopolítica. De acordo com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, se o Irã desenvolver armamento nuclear, a Arábia fará o mesmo "o mais rápido possível".
