
O governo de Donald Trump anunciou, nesta quinta-feira (23), sobretaxas de 12,5% para produtos brasileiros. No total, são 60 países afetados pela nova taxa global, que varia entre 10% e 12,5%. A medida passa a valer nesta sexta-feira (24).
O país norte-americano alega que o Brasil falha em combater práticas de trabalho forçado nos setores produtivos.
"(Os países) falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado", diz documento divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
Agora, a tarifa de 12,5% se soma à taxa de 25% que entrou em vigor na quarta-feira (22). As informações são do jornal O Globo.
A nova taxa substitui a tarifa global de 10% que chegaria ao fim nesta sexta. Ela foi aplicada em fevereiro deste ano e ficaria em vigor por até 150 dias.
Tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
Os Estados Unidos anunciaram no dia 15 de julho tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros.
O governo Lula repudiou a medida e informou que trabalha em medidas para reverter o tarifaço.
O governo norte-americano argumenta que algumas práticas do Brasil restringem o comércio com os Estados Unidos. Um dos principais alvos é o Pix, segundo o g1.
No entendimento do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o sistema de pagamentos instantâneo causa prejuízos para empresas de pagamento norte-americanas.
Também como argumento, o USTR cita decisões da Justiça brasileira sobre a regulamentação de plataformas digitais. Além disso, o escritório aponta que o Brasil mantém tarifas especiais para países como México e Índia e aponta falhas no combate ao desmatamento ilegal.