
Os Estados Unidos bombardearam o Irã nesta quarta-feira (8) após o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar atacar o país "com força".
As ameaças foram proferidas durante esta manhã em uma fala a repórteres. Na ocasião, ele indicou possível ampliação da ofensiva iniciada após incidentes no Estreito de Ormuz (entenda abaixo).
Os novos ataques foram informados pelo Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom) "por determinação do Comandante-em-Chefe". Em nota, o órgão disse que os bombardeios acontecem para "reduzir ainda mais a capacidade do país de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz".
Segundo a imprensa iraniana, explosões foram registradas nas cidades de Bandar Abbas e Sirik, no sul do Irã.
"Os Estados Unidos responsabilizam o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegavam livremente por uma via navegável internacional de importância vital", diz a nota do Centcom.
Na rede Truth Social, Trump publicou vídeos que seriam dos ataques desta noite:
Também na rede social, ele advertiu que os bombardeios aumentarão significativamente caso Teerã continue seus ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz:
"Esta é uma represália pelo bombardeio de navios realizado ontem pelo Irã. Se isso voltar a acontecer, será muito pior", publicou o presidente dos Estados Unidos.
Trégua "acabou"
Mais cedo, também nesta quarta, Trump afirmou que a trégua com o Irã "acabou" após os novos ataques entre as forças americanas e as tropas iranianas. O republicano chamou o Irã de "escória" e país governado por "malucos" depois que Teerã respondeu aos bombardeios americanos com ataques contra bases dos Estados Unidos no Golfo.
— No que me diz respeito, acabou — declarou Trump durante a reunião de cúpula da Otan em Ancara, ao ser questionado se a trégua com o Irã ainda estava em vigor. — É apenas uma perda de tempo lidar com eles.
Os preços do petróleo dispararam imediatamente 5% após as declarações do mandatário americano.
Os dois países estariam, oficialmente, em meio a uma trégua após assinarem um acordo de paz preliminar em junho.
Nova ofensiva
Na terça-feira (7), os EUA atacaram diferentes regiões do território iraniano. O governo norte-americano afirmou que a ofensiva foi uma resposta ao bombardeio de três navios comerciais que navegam pelo Estreito de Ormuz.
Nas redes sociais, Trump compartilhou um vídeo que mostrava explosões em uma área urbana, mas o republicano não deu detalhes sobre o bombardeio ou especificou a localização.
Segundo a TV estatal iraniana, diversas explosões teriam sido registradas na cidade de Sirik, próxima ao Estreito de Ormuz. O comando militar dos EUA afirmou em comunicado na rede social X que o Irã demonstrou "uma agressão injustificada, perigosa e que representa uma clara violação do cessar-fogo".
Já na madrugada desta quarta-feira (8), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter bombardeado 85 bases militares norte-americanas espalhadas entre o Bahrein e o Kuwait, no Oriente Médio. Um drone dos Estados Unidos também teria sido abatido na ofensiva.
Início do conflito
O conflito teve início no dia 28 de fevereiro. Em ação coordenada com Israel, os Estados Unidos bombardearam áreas do Irã. A ofensiva atingiu regiões estratégicas do país, inclusive da capital Teerã. O ataque resultou nas mortes de autoridades importantes do Irã, entre eles o aiatolá Ali Khamenei – líder supremo do país.
Estados Unidos e Israel argumentaram que a ofensiva teve como objetivo retaliar a expansão do projeto de armas nucleares do Irã. Em resposta, o governo iraniano atacou países vizinhos e destruiu bases militares norte-americanas no Oriente Médio.




