
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta sexta-feira (19), achar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alguém "muito volátil". A declaração foi feita durante entrevista ao site americano Axios. As informações são do g1.
O pronunciamento aconteceu durante um contexto de tensão entre os Estados Unidos e o Brasil, após o anúncio de um novo tarifaço do governo norte-americano contra produtos brasileiros e a classificação de facções PCC e do CV como grupos terroristas.
Ao ser questionado se era fã de Lula, Trump afirmou que "não poderia se importar menos" com o líder brasileiro.
— Para ser sincero, eu não penso nele. Realmente não penso nele. Não poderia me importar menos. Mas, agora, ele é um tipo diferente de pessoa. Muito volátil. Eu o vi fazendo um discurso. Foi um discurso muito volátil, e tudo bem — afirmou o norte-americano.
Troca de críticas no G-7
Ao fazer um balanço da participação do Brasil na cúpula do G-7, realizada em Évian-les-Bains, na França, na quarta (17), Lula comentou sobre a relação com Trump:
— Eu não pedi (reunião) bilateral para o Trump porque nós estamos em negociação. Eu acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil, ele sabe disso. É por isso que eu disse que ele ainda continua agindo como imperador.
Lula criticou a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas e disse ainda ter expectativas de negociar o tarifaço com os EUA, apesar do "rompante deles em relação ao Brasil".
Também no G-7, o presidente Donald Trump fez declarações sobre o Brasil e as eleições deste ano. O americano classificou o Brasil como um "país politicamente difícil" e disse, confundindo Flávio com Eduardo Bolsonaro, ter ouvido falar "que prenderam Bolsonaro Júnior", que estaria "indo bem nas pesquisas".
Questionado por jornalistas, Lula respondeu:
— Eu acho que ele (Trump) conhece pouco o Brasil. Se ele conhece o Brasil pela relação que ele tem com a família Bolsonaro, ele desconhece o Brasil. O Bolsonaro já está preso.
Lula ainda pediu que Trump não interfira na política do Brasil:
— Ele tem direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas deles. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso. Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute.
— Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil. Como as eleições americanas, é um problema deles, não é um problema meu — completou Lula.


